Dilma promete à Petrobras novo reajuste dos combustíveis em 2014

Presidente deve autorizar nova elevação do preço dos combustíveis no primeiro semestre

O mais provável é que seja concedido num momento em que a taxa de inflação seja menor em um mês ao longo do primeiro semestre. Foto: Divulgação
O mais provável é que seja concedido num momento em que a taxa de inflação seja menor em um mês ao longo do primeiro semestre. Foto: Divulgação

A presidente Dilma Rousseff prometeu à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, autorizar um novo reajuste dos combustíveis no primeiro semestre de 2014.

A data exata do aumento não está decidida. Mas a intenção da presidente e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é que ocorra num momento distante da campanha eleitoral.

Isso reforça a possibilidade de um reajuste em meados do primeiro semestre, para ficar um pouco distante da elevação da semana passada e também da reta final da eleição. O mais provável é que seja concedido num momento em que a taxa de inflação seja menor em um mês ao longo do primeiro semestre.

A presidente da Petrobras deixou claro na reunião com Dilma e Mantega, realizada na semana passada em Brasília, que sem um novo reajuste a empresa não teria como aumentar a produção de petróleo. Dilma deu sinal verde, mas deixou a data em aberto.

O ministro da Fazenda quer acompanhar a evolução da taxa do dólar na comparação com o real e o impacto da eventual retirada de estímulos dos Estados Unidos à sua própria economia. Quanto maior o valor do dólar, maior a pressão sobre o caixa da Petrobras, empresa que compra produto mais caro no exterior para vender no mercado doméstico a preço menor e controlado politicamente.

O desgaste da Petrobras com o episódio da fórmula de reajuste automático que acabou engavetada reforça a necessidade de um novo reajuste para melhorar as finanças da companhia. O próprio governo considera que conduziu mal essa história. Dilma avalizou a preparação da fórmula, mas recuou por cálculo eleitoral, a fim de manter controle artificial sobre a inflação neste ano e no próximo.

 

Fonte: Blog do Kennedy Alencar/iG

Compartilhar: