Dinheiro x qualidade

No primeiro quadrimestre de 2013, o América largou com certa vantagem sobre o ABC, chegou as finais do Campeonato Estadual…

No primeiro quadrimestre de 2013, o América largou com certa vantagem sobre o ABC, chegou as finais do Campeonato Estadual e ainda viu o seu maior rival perder a vaga da Copa do Nordeste. Depois, no decorrer da Série B apresentaram um equilíbrio muito grande, com os dois times brigando até a última rodada contra o rebaixamento. Mas a velha gangorra da rivalidade parece ter voltado com força máxima neste início de temporada. Enquanto o alvirrubro segue como a melhor equipe da Copa do Nordeste, com duas vitórias em dois jogos, mantendo os 100% de aproveitamento, o alvinegro padece no Estadual. Segue sem vencer e vai para um jogo decisivo contra o Alecrim para escapar de um vexame maior. Mas desta vez há uma explicação para o disparate. Sem dinheiro no caixa e mergulhado em ações trabalhistas, adiretoria alvinegra não conseguiu proporcionar ao treinador Roberto Fernandes contratações de jogadores com melhor nível técnico. Hoje, a folha de pagamento no CT de Ponta Negra não passa dos R$ 250 mil,  enquanto no CT de Parnamirim, a diretoria praticamente conseguiu manter os mesmos R$ 450 mil investidos na Série B. Ou seja, a explicação do sucesso está no investimento.

 

Rebaixamento
Com apenas três pontos conquistados em quatro jogos, a equipe de Roberto Fernandes assumiu a última colocação e passou a brigar contra o rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Estadual. É que na primeira fase da competição, a Copa FNF, os últimos colocados de cada grupo disputarão dois jogos para definir o clube rebaixado, ficando de fora do restante do campeonato.

Lembrou Garrincha
Rafinha está tão bem, que o torcedor esqueceu até da campanha de sócios que o América fez para manter Régis. Parece que a sorte está do lado da diretoria americana, pois o meia foi novamente o melhor jogador da partida. Aquele drible desconcertante no zagueiro do Sergipe lembrou o bailado do saudoso Mané Garrincha.

Zé tinha razão
O aperreio da liberação do habite-se da Arena das Dunas foi grande. Movimentou uma legião de repórteres e deixou um bocado de gente preocupado. Mas depois que o presidente da FNF, José Vanildo, concedeu entevista ao JH dizendo que a rodada não seria adiada e que o laudo do Corpo de Bombeiros estava prestes a sair, foi que a situação tranquilizou. Zé mais uma vez tinha razão.

Fim das oganizadas
O Cruzeiro comprou briga com as torcidas organizadas. Está decidido em legalizar a medida que proíbe as facções de usarem o nome e o escudo do clube. Um exemplo para os demais clubes brasileiros que sonham em acabar com a violência nos estádios.

Experiência é tudo
A filosofia de trabalho do técnico Leandro Sena está mais uma vez dando certo. O método dele é simples: “quem decide em campo é o jogador”. Como ex-atleta, Sena sabe o que se passa na cabeça de cada um dos seus comandados e por isso defende a ideia de que o jogador é o maior responsável por tudo que acontece dentro de campo. “A responsabilidade de jogar bem e ganhar é do atleta, não do treinador”, disse Sena em recente entrevista ao programa Nova Esportes RN, canal 25, da NET.

Ponto positivo
Tirando as boas individualidades da equipe do América, o fator mais importante na vitória sobre o Sergipe foi o equilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque. Os três setores estão funcionando e dando conta do recado.

Pressão alviverde
A torcida do Alecrim é pequena, mas o entusiasmo de seus torcedores é gigantesco. A crise alvinegra deixou os alviverdes ainda mais otimistas com relação a uma provável vitória no próximo domingo, na Arena das Dunas. É pressão pra cima do ABC.

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