Diretor do Procon quer baixar preço dos combustíveis no RN

Ele adiantou que o Procon do RN notificará também a refinarias e as distribuidoras para que informem o motivo do preço final

Ministro Guido Mantega, da Fazenda, declarou que o aumento nas bombas deveria ser entre 2% e 2,5%. Foto: Divulgação
Ministro Guido Mantega, da Fazenda, declarou que o aumento nas bombas deveria ser entre 2% e 2,5%. Foto: Divulgação

O Coordenador Geral do Procon do Rio Grande do Norte, Ney  Júnior, quer rediscutir a pauta fiscal de composição do preço do combustível no RN. “Este processo poderá levar semanas ou meses, mas o primeiro passo já foi dado em busca da diminuição do preço da gasolina em todo Estado do Rio Grande do Norte”, disse ele num texto de avaliação sobre o trabalho do órgão em 2013 e as perspectivas do trabalho para 2014.

Segundo ele, “não podemos admitir que o preço no centro da cidade de João Pessoa, a menos de 170 km de Natal, seja no valor de R$ 2,72 enquanto na capital potiguar o preço médio adotado seja entre R$ 2,99 e R$ 3,05 sendo o Rio Grande do Norte um dos maiores produtores de petróleo do país”.

Para Ney Júnior, “R$ 0,30 de diferença é inexplicável”. E acrescentou: “Vamos propor ao setor de combustível (postos, distribuidores e refinarias) e ao Governo do Estado uma revisão nos fatores que contribuem para o aumento da gasolina”.

Ele adiantou que o Procon do RN  notificará também a refinarias e as distribuidoras para que informem os fatores que definem o preço final do combustível para os consumidores. “Há rumores de que as distribuidoras aumentam quase que semanalmente e mensalmente o preço do combustível, praticando uma possível retaliação aos postos que divulgarem este aumento. Tudo será fiscalizado em benefício do consumidor”, afirmou.

Em novembro do ano passado, o Governo Federal concedeu um aumento de 4% para a gasolina e 8% para o diesel. No entanto, o Ministro Guido Mantega, da Fazenda, declarou que o aumento nas bombas deveria ser entre 2% e 2,5%.

Após inúmeras denúncias de consumidores o Procon-RN realizou durante o mês de dezembro uma série de fiscalizações e constatou que a imensa maioria dos postos em Natal praticou um aumento acima de 10% no preço da gasolina (quase 7,5% acima do autorizado). Mais de 60 postos foram multados e garantido o direito constitucional de defesa no prazo de 10 dias conforme estabelece a legislação consumerista.

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