Dirigente corintiano quer campanha para derrubar o estádio do Morumbi

Citadini critica arquitetura e cita momento em que clube ajudou São Paulo nos anos 30

Citadini defende campanha para reconstrução do Morumbi. Foto: Divulgação
Citadini defende campanha para reconstrução do Morumbi. Foto: Divulgação

O conselheiro vitalício Antonio Roque Citadini se considera oposição dentro do Corinthians. Mas não esconde seu entusiasmo ao falar do novo estádio do clube, o Itaquerão. E faz uma provocação ao São Paulo, que tinha a intenção de realizar a abertura da Copa do Mundo de 2014 no Morumbi.

“O Morumbi é um estádio precário. Já era desde os tempos em que foi feito e continua sendo”, observa o ex-dirigente, que foi vice-presidente do Corinthians entre 2001 e 2004. “Eu falo e os são-paulinos ficam bravos”.

Para ele, do ponto de vista arquitetônico, o Morumbi tem sérios problemas. “Da geral e das numeradas inferiores não dá para ver o outro lado do campo. E das arquibancadas os jogadores parecem de pebolim”.

Citadini, com ironia, mas ao mesmo tempo se lembrando de tempos de maior idealismo no futebol, ressalta. “Em vez de reformar o Morumbi é muito melhor construir um novo estádio. Já os ajudamos uma vez, na década de 30, quando o São Paulo ficou conhecido como ‘O mais querido'”.

Provocativo, ele completa. “Sou a favor de uma campanha para os coritianos ajudarem o São Paulo a construir um novo estádio, derrubando o atual”, observou. Citadini, que é jurista e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, é autor de alguns livros, inclusive sobre futebol, pesquisando esse período para obras como Neco, o Primeiro Ídolo.

A campanha a que Citadini se refere, em 1934, ocorreu quando o São Paulo se refundou como São Paulo F.C, no momento em que, endividado, o clube precisou de dinheiro para se reestruturar.

O Corinthians, Palmeiras e a Portuguesa, então, encabeçaram uma “vaquinha” que foi fundamental o clube que ressurgia. Eles não cobraram porcentagem da renda de um torneio organizado pelo São Paulo, a Taça Augusto Mundeli Júnior.

Em relação ao Itaquerão, Citadini considera que tudo o que for investido, tanto pelo BNDES quando em isenção de impostos, será pago pelo Corinthians. “É uma nova fase não só para o Corinthians, mas para o futebol brasileiro. Teremos uma Copa do Mundo, uma nova Arena, que fará a abertura, com 70 mil lugares sentados, banheiros, como é na Europa. O Palmeiras vai ter o seu. A cidade será outra. O futebol brasileiro vai dar um salto de qualidade”.

Fonte: R7

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