Dirigentes pedem paz no Clássico-Rei e esperam espetáculo para família potiguar

Partida entre América e ABC pelo Campeonato Estadual será realizada neste domingo (23), na Arena das Dunas

À beira do gramado, o diretor de futebol do América, Eliel Tavares, o diretor da Arena das Dunas, Charles Maia, e o presidente do ABC, Rogério Marinho, se cumprimentaram em sinal de respeito e pediram paz dentro e fora do gramado. Tal atitude nunca aconteceu entre os líderes rivais. Foto: Wellington Rocha
À beira do gramado, o diretor de futebol do América, Eliel Tavares, o diretor da Arena das Dunas, Charles Maia, e o presidente do ABC, Rogério Marinho, se cumprimentaram em sinal de respeito e pediram paz dentro e fora do gramado. Tal atitude nunca aconteceu entre os líderes rivais. Foto: Wellington Rocha

Um pedido de paz. Na manhã deste sábado (22), véspera do clássico entre ABC e América, o presidente do alvinegro, Rogério Marinho, e o diretor de futebol do alvirrubro, Eliel Tavares, se reuniram no estádio Arena das Dunas, em coletiva de imprensa, para promover a paz no dia do clássico. Os dirigentes pediram para os torcedores se fazerem presentes na Arena, uma vez que o clássico representa um espetáculo para a família potiguar. Tal atitude, nunca aconteceu entre os líderes rivais.

À beira do gramado, os representantes dos dois clubes potiguares se cumprimentaram em sinal de respeito e falaram sobre a expectativa para a partida. “A ideia é mostrar que o clássico entre ABC e América, não representa apenas uma partida de futebol, mas um espetáculo para a família potiguar. Estamos aqui para provar que a rivalidade está apenas no gramado. Fora dele queremos e pedimos por paz. Esperamos que a partida seja tranquila e satisfatória para o alvinegro”, disse o presidente do ABC, Rogério Marinho.

“O América se preocupa com a integridade e segurança de todos que fazem parte do espetáculo, seja dentro ou fora do gramado. Esperamos que essa coletiva surta efeito aos torcedores, e que vejam a importância da participação deles neste evento. A rivalidade existe, mas nós vamos fazer de tudo para que ela fique apenas dentro do gramado. Esperamos que aconteça um espetáculo tranquilo e que essa Arena esteja repleta de torcedores”, disse o diretor de futebol do América, Eliel Tavares.

Para o diretor do estádio Arena das Dunas, Charles Maia, os torcedores deverão comparecer ao estádio sem preocupação, já que existe uma estrutura montada para evitar qualquer tipo de transtorno entre torcidas. “Nós estamos trabalhando em conjunto com todas as instâncias para promover a paz e a segurança no clássico. Esperamos que a Arena esteja repleta”.

Saiba mais sobre o esquema de segurança montado pela Polícia Militar para o Clássico-Rei na página 15 desta edição.

Atentado a torcedores

A rivalidade entre as torcidas de ABC e América já renderam muita violência nas ruas da cidade. Só este ano, três atentados contra torcedores americanos foram registrados pela Polícia Militar. Na noite de inauguração da Arena das Dunas, 26 de janeiro, dois torcedores do alvinegro foram presos suspeitos de atirarem contra um grupo de integrantes de uma torcida organizada do América. No mesmo dia, pouco antes da partida começar, no bairro de Potilândia, outro grupo de torcedores alvirrubros, também foi alvo de disparos de arma de fogo.

No dia 8 de fevereiro, na saída do estádio Arena das Dunas após o término da partida entre América e Santa Cruz, válida pelo Campeonato Potiguar, três torcedores americanos foram baleados e levados ao Pronto-Socorro Clóvis Sarinho com ferimentos leves. Os suspeitos não foram identificados.

Prisão de torcedores

As mortes dos torcedores abcedistas Flávio Augusto da Costa Leandro, de 17 anos, e de Ismael Aprígio Teixeira, de 18, no dia 15 de novembro do ano passado, em bairros distintos da capital, foram elucidadas no dia 13 deste mês, quando a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a operação Clássico-Rei.

A Operação resultou na prisão do presidente da torcida organizada Máfia Vermelha, identificado como Victor Vinícius de Moura Torres, acusado de atirar e matar o torcedor do ABC, Flávio Augusto. Também foi preso, Maurício Mardrey Teixeira de Carvalho Silva, 21 anos, que foi reconhecido por vítimas e testemunhas, como autor do assassinato de Ismael Aprígio. Além deles, mais oito integrantes da torcida organizada foram presos.

Compartilhar:
    Publicidade