A divisão de vontades – Walter Gomes

Dilma Rousseff continua bem apoiada em seu domicílio eleitoral. No Rio Grande do Sul, onde faz comício hoje, lidera as…

Dilma Rousseff continua bem apoiada em seu domicílio eleitoral. No Rio Grande do Sul, onde faz comício hoje, lidera as sondagens de intenção de voto, mas o PT, seu partido, está em baixa na corrida ao Palácio Piratini.

O placar de empate ou próximo do equilíbrio se revezava quando os institutos avaliavam os candidatos ao governo. Os índices desta semana derrubaram Tarso Genro, em campanha para renovar o mandato.

Conforme institutos locais que repetem números semelhantes aos do Datafolha, Ana Amélia Lemos (PP) subiu para 39% e Tarso estabilizou nos 30% constatados em julho. José Ivo Sartori (PMDB) manteve-se na terceira posição com o mesmo percentual da consulta anterior: sete pontos. Demais concorrentes somam 5%.

Lemos e Genro vão ao segundo turno, mas o petista passa de fase com rejeição de 27%. São 13 % os que rejeitam a pepista.

Há, no estado, vaga de candidato ao Senado na coligação PSB-PMDB sem pretendente viável. É a do socialista Beto Albuquerque, agora vice na chapa presidencial do PSB. Albuquerque tinha 10% de intenções de voto e sem espaço para crescer.

Convidados, quatro peemedebistas estrelares declinaram:

1. Pedro Simon, marinista entusiasmado, já havia anunciado que não concorreria à reeleição “por causa da idade (84) e pela saúde frágil”;

2. O ex-governador Germano Rigotto queria, mas “agora é tarde”;

3. José Fogaça, ex-prefeito de Porto Alegre, opta por cadeira de deputado federal;

4. Ibsen Pinheiro, depois de cumprir mandatos em Brasília, entre os quais o de presidente da Câmara, agradece o ‘presente’. Pretende voltar à Assembleia Legislativa.

Pós-escrito: Até o fechamento da coluna desta sexta-feira (10h11), continuava disponível a candidatura. Quem quer, não tem voto. Não chega a ser complicador, a ausência de aspirante a senador, mas, como há ressentimentos na coligação, o tucano Aécio Neves pode ganhar a colaboração de dissidentes. Dilma, não. Falta-lhe acesso aos desgostosos. (WG).

No rito jurídico

Compromisso do Tribunal de Contas da União.

Em nome da Corte, o ministro-presidente Augusto Nardes (foto) assegura “investigação ampla e técnica, mas serena” sobre as doações de bens de Maria das Graças Foster para filhos e marido.

Já está em curso diligência do TCU para apurar as transferências de propriedades da presidente da Petrobras.

Mas, insatisfeita, a coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves, pediu ao Ministério Público Federal que investigue Foster por improbidade administrativa.

Leitura Dinâmica

– O horário eleitoral no rádio e na tevê transformou-se em ridicularia, protagonizada por candidatos a deputado – distrital (Brasília) e estadual em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nessas unidades federativas, o programa deseduca e desinforma. Além desses verbos, no Distrito Federal é acrescido o ‘irritar’, de tão desagradável que é.

– Incentive seu filho a ler. Quem lê sabe mais e amplia o vocabulário que aprimora o texto da redação, da carta do bilhete e das mensagens via redes sociais.

– Em Alagoas, o PSDB mantém a candidatura de Júlio César. O radialista está muito distante de Renan Calheiros, filho (PMDB), favorito nas sondagens de opinião. O senador Benedito Lira (PP) permanece na segunda posição.

– A Serasa Experian constata que 57 milhões de consumidores estão inadimplentes na pátria amada, idolatrada, salve, salve.

– No país, desde julho de 1999, não se registrava volume tão baixo de empregos com carteira assinada. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, reconhece que o número de contratações “chegou ao fundo do poço”. Dias é do PDT, legenda que, em Brasília e cidades-satélites, vota em Marina Silva para presidente do Brasil e em Rodrigo Rollemberg para governador. Ambos do PSB que disputa o poder com o petismo.

– Informação da TV Globo: quarta-feira, Marina Silva terá 15 minutos no ‘Jornal Nacional’. A entrevista da candidata do PSB à Presidência da República ocorre no ciclo da lua nova.

– Para refletir: “É tudo verdade, menos as declarações de amor e os discursos eleitorais” (Terwal Segom, jornalista brasileiro).

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