Doceira que teria envenenado jovens com bombons vai a júri popular

Ao ser presa e trazida de volta ao Paraná, Margareth confessou o envenenamento, de acordo com a polícia

Doceira Margareth Aparecida Marcondes, 49, acusada de envenenar doces e enviar a jovens em Curitiba, vai a júri popular. Foto:Divulgação
Doceira Margareth Aparecida Marcondes, 49, acusada de envenenar doces e enviar a jovens em Curitiba, vai a júri popular. Foto:Divulgação

A doceira Margareth Aparecida Marcondes, 49, acusada de envenenar doces e enviar a jovens em Curitiba, vai a júri popular. A decisão é de 6 de fevereiro e como a defesa não entrou com recurso no prazo legal o julgamento foi confirmado nesta terça (11). No entanto, a data não foi definida.

Margareth é acusada de tentativa de homicídio da adolescente Talita Machado Teminski e três amigas, que consumiram bombons de chocolate supostamente envenenados por ela.

O caso está na Vara Privativa do 1° Tribunal do Juri de Curitiba. A defesa, que alega inocência, aceitou o júri popular por acreditar que vai conseguir derrubar as teses da acusação. “Não há qualquer motivo para a minha cliente ter executado uma ação dessas”, afirma o advogado Luiz Claudio Falarz.

O caso

No dia 12 de março de 2012, Talita recebeu de um taxista uma caixa de bombons com um bilhete dizendo a ela que provasse as amostras. A jovem organizava então sua festa de 15 anos.

Talita e outras três menores comeram os doces e começaram a passar mal. Levadas ao hospital, foram diagnosticadas com quadro de intoxicação. A aniversariante foi a que teve o estado mais agravado. Internada na UTI por oito dias, teve duas paradas cardíacas no período.

A doceira era amiga da família e havia sido contratada para preparar os petiscos da festa. Procurada pela polícia do Paraná, ela fugiu para Joinville, Santa Catarina, onde morava o marido.

Quando a polícia catarinense foi à residência da suspeita, encontrou o corpo do esposo, morto a golpes de pau de macarrão. Margareth foi encontrada 11 dias na cidade de Barra Velha, também no litoral de Santa Catarina.

Ao ser presa e trazida de volta ao Paraná, Margareth confessou o envenenamento, de acordo com a polícia.

“Essa confissão não vale em juízo. Ela estava muito abalada e não leu o documento que assinou”, diz o advogado. “Ela era amiga da família e inclusive tinha, durante anos, preparado alimentos para eles em outras ocasiões.”

A Polícia Civil do Paraná aponta como motivação uma preocupação da suspeita após ter gastado o dinheiro recebido com antecência, cerca de R$ 7.000. Sem recursos para fazer os doces, teria executado o envenenamento como forma de adiar a festa.

A morte do marido foi uma forma de acobertar o crime. Ela segue presa na Penitenciária Feminina de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte:Bol

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