Dólar fecha em queda 1,71%, a R$ 2,24, e tem o menor nível em 5 meses

Moeda foi influenciada por dados de emprego nos EUA e por operações do Banco Central no mercado de câmbio

Foto: Divulgação
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O dólar à vista encerrou a sexta-feira em baixa, conduzido por uma série de fatores, entre eles o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (o chamando payroll) referente a março. Movimentos do Banco Central no mercado de câmbio também contribuíram para a queda da divisa, bem como expectativas sobre uma pesquisa eleitoral a ser divulgada no fim de semana.

O dólar à vista no balcão caiu 1,71%, a R$ 2,2440, o menor valor desde 31 de outubro de 2013. No fim da manhã, a moeda cedeu à mínima de R$ 2,2360 (-2,06%). Na semana, acumulou desvalorização de 1,01%.

O payroll mostrou que a economia dos EUA criou 192 mil vagas de trabalho em março. Mas a geração de empregos ficou abaixo das previsões, de 200 mil. Porém, a criação de postos em fevereiro foi revisada para cima, a 197 mil, de 175 mil anteriormente.

 

A leitura que predominou foi a de que detalhes contidos na pesquisa mostraram que a economia norte-americana está se fortalecendo, embora não a ponto de levar o Federal Reserve a acelerar a retirada de estímulos e elevar, em breve, as taxas de juros.

No Brasil, o Banco Central antecipou para hoje o início da rolagem do vencimento dos swaps cambiais de maio (cerca de US$ 8,7 bilhões), vendendo o lote total ofertado de cerca de US$ 500 milhões. Isso se somou à quantia diária de US$ 200 milhões colocada no começo da manhã.

Em relação à espera por uma pesquisa eleitoral a ser divulgada neste fim de semana, a possibilidade de ela ser desfavorável à presidente Dilma Rousseff ajudou na queda do dólar ante o real.

Fonte: Estadão

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