Dólar fecha a R$ 2,40 com maior cotação em cinco meses

Moeda americana avançou 1,27%, maior nível desde 22 de agosto passado

A moeda americana avançou 1,27%, a R$ 2,4026 na venda, maior nível desde 22 de agosto passado. Foto:Divulgação
A moeda americana avançou 1,27%, a R$ 2,4026 na venda, maior nível desde 22 de agosto passado. Foto:Divulgação

O dólar avançou mais de 1% nesta quinta-feira e fechou acima de R$ 2,40 pela primeira vez em cinco meses, reagindo ao mau humor do mercado em relação ao Brasil depois da divulgação de relatório da Pimco, maior gestora de bônus emergentes do mundo, criticando a política econômica brasileira.

A moeda americana avançou 1,27%, a R$ 2,4026 na venda, maior nível desde 22 de agosto passado, quando o Banco Central anunciou o programa de intervenções diárias no câmbio e o dólar era negociado na casa dos R$ 2,43. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.

“É um movimento de (investidor) estrangeiro puxado pela Pimco e, quando esse pessoal zera posição, o movimento tende a ser muito forte. O que é fato é que a Pimco tem avaliação muito negativa sobre o Brasil e eles têm posição forte aqui”, afirmou operador de banco estrangeiro sob condição de anonimato.

Durante a tarde, a Pimco informou que o clima para investimentos no Brasil foi caracterizado em 2013 por qualquer coisa menos “Ordem e Progresso”, numa alusão à mensagem na bandeira nacional.

“O Brasil precisa ancorar a política econômica sob uma rigorosa e crível meta de superávit primário, em vez de executar o mix atual de política fiscal expansionista, empréstimos públicos subsidiados e política monetária cada vez mais apertada”, escreveu o co-responsável pela equipe de gestores do portfólio de emergentes da Pimco Michael A. Gomez.

Antes do documento, contudo, o dólar já operava em alta, mas mantendo-se na banda informal de R$ 2,35 a R$ 2,40 que vinha balizando os negócios nas últimas semanas. No início desta semana, o movimento foi o oposto: a divisa americana chegou a cair abaixo do piso, mas logo voltou a subir.

Segundo analistas, essa faixa havia se desenhado pelo fato de os grandes eventos que poderiam motivar movimentos mais fortes no câmbio no curto prazo já terem sido precificados, como preocupação fiscal no Brasil.

Além disso, afirmam, a ação do BC no câmbio limita as variações, uma vez que a percepção é de que esse patamar não é inflacionário e não prejudica as exportações.

Nesta manhã, o BC deu continuidade ao seu programa de intervenção diária no mercado, vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes a venda futura de dólares, todos com vencimento em 1º de setembro de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 197,8 milhões. A autoridade monetária também ofertou swaps para 2 de maio, mas não vendeu nenhum.

Além disso, vendeu a oferta total de 25 mil swaps na 6º etapa da rolagem dos vencimentos em 3 de fevereiro. Com isso, já rolou pouco menos de 70% do lote total que vence no mês que vem, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Investidores operaram ainda sob expectativa de que o Federal Reserve, banco central do país, promova mais um corte de US$ 10 bilhões no programa de compra de títulos na próxima semana, reduzindo ainda mais a oferta global de liquidez.

Fonte:Terra

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