Duas pessoas morrem e dez ficam gravemente feridas durante rebelião

Segundo familiares dos presos, os dois mortos ainda não foram identificados

Motivo da rebelião seria a insatisfação dos detentos com a nova direção do presídio. Foto:Divulgação
Motivo da rebelião seria a insatisfação dos detentos com a nova direção do presídio. Foto:Divulgação

Duas pessoas teriam morrido durante a rebelião provocada por presos da Penitenciária Agroindustrial São João (PASJ), em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife (RMR), nessa quinta-feira (13). No entanto, a Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES) confirmou apenas que dez detentos teriam ficados feridos.

“Eles foram levados para o Hospital Miguel Arraes e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarassu. Agora a situação está sob controle, mas não sabemos ao certo o que aconteceu”, afirmou o tenente Romero Ribeiro. Até o momento, os nomes dos mortos e feridos não foram divulgados. Ambulâncias do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) socorreram as vítimas.

Parentes dos presos que estão no local afirmam ter ouvido tiros e visto fumaça dentro da penitenciária. Eles também confirmam a versão das duas pessoas mortas, mas desconhecem as identidades. Um dos motivos da manifestação seria a insatisfação dos presos com a nova gestão da penitenciária, dirigida atualmente por Ricardo Pereira.

Do lado de fora da prisão, familiares e amigos sofrem sem informações dos detentos. Desesperada e chorando bastante, Lindinalva Maria – mãe de um detento preso por tráfico – assim que soube da rebelião correu imediatamente para frente do presídio.

“É muita humilhação com os familiares e com os presos, que já estão pagando pelo que fizeram. No domingo eu vim visitar o meu filho e fui impedida de entrar”, disse. Bruna Freitas, esposa de um detento, também reclama do processo de visitação.

“Tudo mudou com a entrada desse novo diretor. No domingo chegamos às 6h e só conseguimos entrar às 12h. Revistaram tudo, jogaram comida no chão e nos chamaram de prostituta. Quando entramos os presos estavam na chuva. Eles são sempre muito humilhados e a comida é ruim”, afirmou.

Por volta das 12h, os presos espalhados pelo pátio da penitenciária ergueram uma faixa com os dizeres “o diretor matou 5″. Agitados, eles também gritam dizendo que estão armados. Uma mulher do lado de fora acabou desmaiando.

Vistoria 

Em recente visita à esta mesma penitenciária, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), havia constatado a superlotação da unidade.

Fonte:Terra

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