Dúvidas ainda rondam fim das operações no Augusto Severo

“Basta de construção de pistas de 1200m, não servem para as aeronaves regionais modernas”, afirma especialista

Desde o início das obras do novo Aeroporto de São Gonçalo (foto) o futuro do terminal de Parnamirim vem sendo discutido. Foto: Divulgação
Desde o início das obras do novo Aeroporto de São Gonçalo (foto) o futuro do terminal de Parnamirim vem sendo discutido. Foto: Divulgação

Ainda não está claro para a opinião pública se o aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, será desativado para a Copa de Mundo, em junho próximo, se funcionará conjuntamente com o aeroporto de São Gonçalo do Amarante ou se será fechado para que o novo terminal, com prazo de entrega em abril, tome conta de toda a operação.

Enquanto o consórcio Inframérica, que constrói e administrará o aeroporto Aluizio Alves, concentra sua preocupação  na conclusão das obras e no temor de administrar um terminal para 6 milhões de passageiros/ano com um volume que não chegará a um terço disso, aumentam as dúvidas sobre questões técnicas ligadas à estrutura do empreendimento que levará o nome de um dos mais eminentes políticos potiguares.

Claudio Louzada, com experiência de piloto de linha aérea (nacional/internacional) por 36 anos, em e-mail enviado ao O JORNAL DE HOJE chama atenção para orientação da pista de pouso do aeroporto de São Gonçalo, “completamente diferente das três pistas do Augusto Severo”. E pergunta: “será que a direção do vento muda tanto em apenas poucos quilômetros? “

Mais adiante, Louzada sugere que “o governo estadual devia estar preocupado em desenvolver os aeroportos regionais e prover as principais cidades com uma pista Básica-Padrão de comprimento de 1700 metros por 30m de largura e resistência do piso asfáltico mínimo para suportar aeronave com 29mil quilos de peso”. E conclama: “Basta de construção de pistas de 1200m, não servem para as aeronaves regionais modernas”.

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