E A CHUVA TÁ CHEGANDO…

Lôvado seja Nosso Sinhô Jesus Cristo! É, Meu Pai do Céu; nêsse sábo, 15 de feverêro de 2014, teu fíi…

Lôvado seja Nosso Sinhô Jesus Cristo!

É, Meu Pai do Céu; nêsse sábo, 15 de feverêro de 2014, teu fíi pecadô se põe de juêi na manhincença do dia; mode, além de te agradicê mais um amanhincê na vida matéria; te agradicê puro irmãozíin matuto, pela chuva qui tá chegando lá prá nóis… E a premêra nutiça e image qui arricibí, foi do Ríi Barra Nova, lá p’ráis banda de Caicó; terra munto asimiáda cum meu amado Cariri paraibano… O ríi desceu cum água, alegria e isperança p’rúis meus irmãozíin daquela região e prá todos nóis nordestino… E eu, qui todo sábo, c’á tua bênção e graça, tento incolocá um surriso no sembrante daqueles qui tenho a felicidade de tê cumo leitô (ôra), mêrmo c’ás fulêrage qui iscrivinho; acho qui num puderia trazê p’rú meu povão, um mutivo mais justo mode surrí e dá uma gaitada daquelas bem iscandiósa e maleducada; do qui a chuva muiando a terra do nosso sufrido sertão… Lá, Meu Pai; uma simpres gôta d’água (cumo dizia meu sodoso Mestre Zé Cavalcante-Seu Zé-Ex-Prefeito de Patos-PB…), a nossa mãe naturêza arrecebe cuma se fôsse uma lágrima de bondade caída duis teus zóio, Sinhô!… A terra, cuma uma noiva feliz, vai mudando de cô; fica de princípo acinzentada; dispôi vai isverdicendo; o gado cumeça a babujá, afiná o cabêlo, ais vaca dando mais leite; parece um ispêio, o pêlo. E ais muié, tudíin de véu, te agradece, Pai do Céu; mode o fim do dirmantêlo… E a terra toda se veste de belêza, cum réiva e fulô do campo, amostrando uma bunitêza qui chega dêxa a gente totaimente sem fala; vendo seu vistido de gala, feito pura naturêza… Meu pai tudo isso tá sintetizado numa só coisa qui Tu manda prá nóis e qui acarreta in todas essas ôtas coisa; a chuva, Meu Deus! Ela muda o panorama, mexe cum tudo; cum o humô dais pessos; nóis, uis poeta, tira verso; nossos irmãozíin violêro faiz lôa… E aí, Meu Pai, nuis finá de sumana; dispôi de rezá e te agradicê, tem uma coisa munto boa; qui é o forró na “latada de chão batido”! Jesus, e meu sertão castigado pura sêca; se veste de alegria e gratidão; é gente e bicho ixtravazando de felicidade, trocando amô e caríin; numa maraviósa e incaiculáve Festa Silvestre… A chuva cumeça librinando, vai aimentando e vira torrenciá… A água vai invadindo ais rachadura do chão; tá e quá a uva entra no muíin mode produzi o víin… Todas essas ôtas coisa qui amostrei no meu iscrivinhamento, vem cumo cunsequênça da chuva; e a chuva; você qui faiz queimada, qui dirmata, agride a natureza; iscassêia mode suas ação. Ramo tê cunsciênça; a naturêza é cuma o coração da pessoa qui você ama; nunca o martrate, pois você mora deento dele… E isso aí, seu dotô; ais coisa maraviósa qui amostrei; graças a Nosso Sinhô, é o milagre da chuva… E o mundo, minha gente; é qui nem um céicado sem divisa e sem purtêra, qui Papai do Céu sortô nóis, sem pêis e sem cabresto, dento dele… Obrigado, Papai do Céu; o Poeta Matuto Cum Nome de Americano te agradece!…

Compartilhar:
    Publicidade