E a guerrilha continua

No cumprimento do segundo mandato, 12 governadores estão impedidos, conforme determina a Carta Magna, de concorrer a outro período no…

No cumprimento do segundo mandato, 12 governadores estão impedidos, conforme determina a Carta Magna, de concorrer a outro período no Executivo estadual. Sete deles (*) renunciam ao poder até sábado, seis meses antes da eleição, como exige a lei. Adquirem assim condição de elegibilidade.

Seis se posicionam como candidatos ao Senado: Antonio Anastasia (PSDB-MG), André Puccinelli (PMDB-MS), José Anchieta (PSDB-RR), Omar Aziz (PSD-AM), Sérgio Cabral, filho (PMDB-RJ) e Wilson Martins (PSB-PI). Puccinelli e Cabral, a pedido de correligionários locais, podem fortalecer a chapa dos aspirantes à Câmara. Ambos são bons puxadores de votos. Se optarem pela deputação, amplia a bancada peemedebista na Casa.

Um, Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, postula a Presidência da República. Ele é obrigado a se desincompatibilizar. Seus três oponentes mandatários, não. São privilegiados os dois senadores – Aécio Neves (PSDB-MG) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) – e, sobretudo, a recandidata Dilma Rousseff, titular do Palácio do Planalto.

(*) Pode haver a oitava renúncia. Cid Gomes (PROS-CE) abdica na hipótese de Ciro, seu irmão, disputar a vaga do recandidato Inácio Arruda (PCdoB), aliado da governança cearense. Além de Arruda, o deputado José Guimarães (PT) projeta entrar no embate. Quem lidera, porém, de acordo com as sondagens de opinião, é o tucano Tasso Jereissati, patrocinador da ascensão de Ciro na política regional.

 

Jogo da fantasia

Pauta de expectativas à espera da solidariedade do tempo.

A presidente da República diz que não se perturba “com julgamentos apressados, porque a realidade vai desmentir (sic)”.

Dilma Rousseff (foto) se refere à empresa Standard & Poor’s. A agência de análise de risco rebaixou a nota da economia brasileira, semana passada.

Mais: a S&P admite nova subtração, mantida a tendência apontada pela inclinação dos índices de avaliação.

– Marina Silva viaja, sexta-feira, aos Estados Unidos. Vai participar, em Washington de seminário sobre Chico Mendes. A provável vice do presidenciável Eduardo Campos foi discípula do líder seringueiro e ativista ambiental, acriano como a ex-senadora.

– Hoje, o PSDC (Partido Social Democrata Cristão) propaga sua mensagem em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e tevê (20h30 às 20h35).

– Lançado ontem à noite, em São Paulo, o livro ‘1964 na visão do ministro do Trabalho de João Goulart’ chega ao leitor de outras cidades no decorrer desta semana. O autor, amazonense Almino Afonso, político culto, honrado e veraz, analisa o golpe que resultou na ditadura militar de 21 anos e o levou ao exílio. Páginas: 680. Preço: R$ 58.

– Amanhã, a Selic (taxa referencial dos juros) sobe, no mínimo, de 10,75% para 11% ao ano. O Banco Central está assustado com a persistência da inflação.

– No Maranhão, impasse entre a Justiça e a governadora Roseana Sarney (PMDB). O desembargador Marcelo Carvalho Silva torna sem efeito a nomeação do vice-governador Washington Luiz Oliveira para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

– Incumbência dupla, nesta primeira semana de Ricardo Berzoini na pasta das Relações Institucionais (coordenação política, no simples). Primeira: amansar a arisca base aliada. Segunda: embaralhar o trabalho da CPI da Petrobras, da instalação (se houver) ao funcionamento.

– Nesta quarta-feira, o Supremo recobra o julgamento da ação contra a doação de empresas às campanhas eleitorais.

– Três bandeiras tremularão na publicidade da campanha de reeleição da senhora Rousseff: Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida e Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

– Só para relembrar: se o Brasil retrocedesse ao ano 1964, hoje seria o primeiro dia do regime obscuro que os militares implantaram. A ditadura durou 21 anos. Foi de terror parte considerável das duas décadas.

– Para refletir: “Tente novamente; fracasse melhor” (Samuel Beckett, dramaturgo irlandês).

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