É ou não é?

Poderia ser o famoso chiste de Sílvio Santos, mas não é. Talvez um estilo pobre. Pelo menos para quem olha…

Poderia ser o famoso chiste de Sílvio Santos, mas não é. Talvez um estilo pobre. Pelo menos para quem olha de fora do cerco e do círculo familiares do PMDB, mais uma propriedade do que um partido. E visto assim, de longe, considerado o traço das consultas aos prefeitos, parece ferir a face da candidatura Fernando Bezerra como se ele apenas guardasse o espaço do verdadeiro nome. Não significa dizer que os dois não tenham chance e legitimidade, mas esse método arranha a saudável transparência democrática.

Na sua última aparição oficial na boca da cena política, o ex-senador Fernando Bezerra fixou prazo de trinta dias para dizer, oficialmente, se aceita ser candidato ao governo com a certeza de que, até lá, algumas questões estariam removidas para o seu sim. Dali até hoje, saiu do palco. Em seu lugar, surgiu o deputado Henrique Alves em sucessivos e legítimos encontros com os prefeitos do PMDB. Seria natural se das consultas não emanassem sinais fortes e uníssonos em favor dele mesmo, Henrique, ao governo.

Quem acompanha os encontros com os prefeitos – ele já ouviu mais de vinte – não pode deixar de anotar uma linha forte e permanente: todos os prefeitos querem Henrique candidato ao governo, mas condicionam o fortalecimento da chapa e consideram imbatível se tiver ao seu lado, para o Senado, a ex-governadora Wilma de Faria. Despejam de forma unânime nos ouvidos do presidente do PMDB que só a presença wilmista consolida Fernando ou Henrique, já que os seus prefeitos, sozinhos, não garantiriam.

O axioma – e entenda-se como axiomático o que é verdadeiro, mas nem sempre demonstrável – é, assim, o viés pemedebista na medida em que é, e não é, um partido com candidato. Seria se confirmada a candidatura de Fernando Bezerra. Não é, depende do seu sim e das condições que ele julgar essenciais. É, se lançada a candidatura Henrique. Não é, pois depende de Wilma aceitar ser candidata ao Senado. É, se Wilma for candidata ao governo, mas, neste caso, a candidatura de urgência será de Garibaldi Filho.

Apurados os detalhes, parece claro que Wilma serve muito bem para ser candidata ao Senado, por ser tolerável sua presença na cena política da sucessão, mas desde que não queira disputar o governo. No caso, se desejar voltar ao poder, todos os que hoje a toleram serão seus adversários como se de repente suas qualidades para o Senado se transformassem em defeitos imperdoáveis. No centro, ela, Wilma, entre o apelo fácil de aderir e ganhar o prêmio do Senado; ou, de resistir, e arriscar governar pela terceira vez.

É acordão acomodar a todos e suprimir a oposição diante do eleitor. Desta vez, mais descarado do que antes, com a presença da própria Wilma que sempre condenou. E a rendição será dela que representa a oposição e assumiu esse papel, frontalmente, na tevê. Quanto ao argumento de que não há força para enfrentá-lo, é relativo. Também não havia quando os governos federal, estadual e municipal se uniram contra Micarla. E não foi a ‘líder’ Micarla que os derrotou. Foi o eleitor que puniu o acordão nas urnas.

 

ANOTEM – I

A reação da deputada Sandra Rosado contra a aliança com o DEM não é a única dentro do PSB e do PMDB. As outras, silenciosas, são até mais determinantes se vier a ocorrer afastamento dos Democratas.

RISCO – II

Para o PSB e o PMDB – discretamente silenciosos até agora, uma aliança com o DEM da governadora Rosalba Ciarlini pode fraturar o discurso oposicionista, diante da chapa Robinson Faria e Fátima Bezerra.

REAÇÃO – III

Mas, afastar o DEM do senador José Agripino, a esta altura, fere o compromisso assumido pelo deputado Henrique Alves de manter a aliança na chapa proporcional com a candidatura do deputado Felipe Maia.

COMO – IV

Enfrentar no marketing, nos debates da tevê e nas ruas discurso de oposição contra o PSD e o PT com a chancela do Palácio do Planalto, levando sua bandeira popular contra um novo acordão dos poderosos?

FATAL – V

Para as principais lideranças do PMDB e PSB – e daí a declaração de Sandra Rosado interpretando esse sentimento interno – não há como neutralizar o efeito do acordão em Natal e, principalmente, Mossoró.

VESPEIRO – I

Sussurrava logo cedo uma voz togada: ‘É injusto criticar as gratificações legais da magistratura. Ilegal é a gorda gratificação de sucumbência dos procuradores municipais. O MP por corporativismo não enxerga’.

E – II

Disse mais: ‘Nós temos a relação nominal dos salários que ultrapassam o teto, vários deles entre 30 e 35 mil reais. Sem a clara discriminação das parcelas que compõem o valor total e a legalidade de cada uma’.

TRÍDUO – I

Três dias de celebração, de 17 a 19 deste fevereiro, marcam os 95 anos do Seminário São Pedro ícone da igreja, e centro formador de vocações sacerdotais. Por lá passaram grandes nomes do movimento católico.

ALÉM – II

Das cerimônias religiosas, com meditações nas três noites, sempre a partir das 19h, o programa também será voltado para as atividades culturais. O encerramento será dia 20 com a ordenação de quatro diáconos.

GAMBIARRA

A Prefeitura pinta o meio-fio todo desdentado ali em frente ao TER, na Rui Barbosa, quando antes seria mais lógico alinhar os blocos de pedra. Até porque a gambiarra depõe contra uma administração séria.

MAIS

Outra reclamação chega dos leitores: um buraco cuja origem não se sabe – municipal ou estadual? – ali no colégio Maria Auxiliadora. Sinalizado com um trapo vermelho a gritar pedindo o socorro a quem passa.

CULPA

É o tema de capa da Mente Cérebro, versão brasileira da Scientific American que avisa: ‘Sem exageros, esse sentimento pode ser fundamental para estabelecer limites e favorecer o amadurecimento emocional’.

HISTÓRIA

O dossiê da edição da 101 da Revista História, da Biblioteca Nacional, praticamente inédito, revela todos os detalhes da autópsia de D. Pedro Segundo. É o relato histórico do médico que o assistiu até sua morte.

AGENDA

Elenir Fonseca está de volta ao Rio depois de uma viagem mágica a Colômbia. Como se não bastasse a magia do mundo de lá, Elenir entrou o ano novo diante do mar de Cartagena. E chega a Natal a 25 março.

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