É TETRA! É TETRA!
Excetuando-se os gênios Garrincha e Maradona, ninguém jamais conseguiu ganhar uma Copa do Mundo sozinho, posto que sempre depende de um esforço coletivo. Já o prêmio Bola de Ouro, fruto do talento individual, é privativo e intransferível.
Todas as vezes que algum craque foi agraciado, pelo voto dos colegas, dos técnicos e dos jornalistas, significou que ele fez a diferença no contexto da equipe que defendeu. Seu prêmio é consequência das qualidades e dos feitos isolados, não de um conjunto.
Quando Ânderson Polga e Kléberson, por exemplo, beijaram a taça FIFA na conquista brasileira na Copa 2002, estavam apenas – na linguagem popular – gozando no troféu dos outros. Ou algum pacheco acredita que eles foram determinantes para a vitória?
Mas, três anos antes, quando o pernambucano Rivaldo levantou a Bola de Ouro de melhor do mundo, ali estava um vencedor em carreira solo, o grande destaque do time do Barcelona, o malabarista de pernas curvas que encantava o planeta com sua magia.
Podemos dizer que em 1994 o baixinho Romário carregou nos pés o pesado piano que foi a seleção de Carlos Alberto Parreira. No entanto, cabe um papel coadjuvante para o capitão Dunga e para o parceiro Bebeto, que souberam com ele afinar o instrumento.
No aspecto de uma carreira profissional no futebol, é comum que todos priorizem – até por uma questão de boa política – o fator coletivo, fazendo declarações em favor dos companheiros de campo e enaltecendo a importância do êxito do time ou da seleção.
Acho uma diplomacia forçada quando um craque afirma que sua consagração pessoal é menor do que a conquista da seleção do seu país. Ora, jamais um sentimento íntimo de prazer será menor do que a catarse de grupos. Não engulo verborragia sociológica.
A conquista consagradora de Lionel Messi é um feito gigantesco para um rapaz de 25 anos e de experiência única, pelo menos por enquanto. Só ele sabe o que é ser eleito quatro vezes seguidas o melhor do mundo. As honras disso pertencem somente a ele.
É fácil, à maioria das pessoas, entender quando ele diz que trocaria uma Bola de Ouro por um título de campeão do Barcelona em 2012 (só houve um) ou pelo tricampeonato da Argentina numa Copa. Faz parte da política de boas maneiras e do civilismo pátrio.
Mas é um discurso falso no sentido prático. Personalidades com ares de heróis populares, como os jogadores de futebol, precisam perceber que são esquecidos ao longo do tempo com o êxito coletivo, mas se eternizam com seus feitos individuais.
Pouco se fala do gênio Didi que liderou a primeira conquista brasileira na Suécia em 1958. Ficaram as imagens dos gols de Pelé, a maior parte deles armada por ele. E ainda hoje festejam os gols de Ronaldo em 2002, apesar do papel imprescindível de Rivaldo.
O mito da virtuose coletiva, essa herança de conceitos socialistas, tem anulado nos debates às vezes fanáticos das resenhas esportivas a genialidade individual de Zico, Ademir da Guia, Di Stefano, Eusébio, George Best, Zizinho, Cruijjf e Platini.
Nenhum deles ganhou uma Copa, mas Viola e Ronaldão ganharam pelo Brasil, assim como Materazzi (Itália) e Claudio Borghi (Argentina). Não, meu caro Messi, não troque suas quatro bolas de Ouro pela vitória coletiva. Vencer sozinho é glória dos deuses. (AM)
Réplica
O vice-governador Robinson Faria (PSD) rebateu na rádio 98 FM a fala da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) na TV Tropical. Fez duras críticas ao governo e disse que seu mandato foi dado pelo eleitor e só a este ele devia satisfação do que faz no gabinete.
Ironia
Ao ser indagado sobre a postura política do marido da governadora, Robinson respondeu com um ar de picardia: “Carlos Augusto deixou de governar o estado direto do alpendre da sua casa e passou a governar desde o gabinete da casa civil”.
Deputada
Já há no âmbito do DEM quem defenda uma candidatura de Rosalba Ciarlini a deputada federal em 2014 caso chegue o mês de abril e o governo não consiga os recursos necessários para uma transformação no cenário de fracasso administrativo atual.
Que é isso companheiro?
“O PT está tendo que se explicar sobre práticas que os inimigos costumavam se explicar”. Do ex-governador do Rio Grande do Sul e fundador do PT, Olivio Dutra, numa entrevista em que pediu para José Genoíno renunciar ao mandato de deputado.
A outra
A depender do que a Veja e outros veículos prometem revelar nos próximos dias sobre as articulações de Rosemary Noronha no governo federal, pode ter havido algo maior do que um “love afair” com Lula. A coisa teria ganhado status de casamento paralelo.
Corrupto do ano
O Troféu Algemas de Ouro lançado no Facebook para escolher o político mais corrupto de 2012 vai mantendo Luiz Inácio na dianteira com 4.095 votos (até às 23h de ontem), seguido do ex-senador Demóstenes Torres, que tem até agora 1.420 sufrágios.
É o Senado
Dois chavões do universo policial estão sendo aplicados agora no Senado, um confirmado e outro desmitificado. A presidência de Renan Calheiros comprova que “o criminoso sempre volta ao local do crime” e desmente que “o crime não compensa”.
Teimosia
A Folha publica hoje uma notícia, que também pode ser apenas especulação, a respeito de uma suposta vontade de José Serra em deixar a legenda do PSDB para ser candidato, de novo, a presidente da República em 2014. Nem Mitterrand chegou a tanto.
Terno
Após a polêmica provocada pelo visual de Lionel Messi com o caríssimo paletó Dolce-Gabbana na festa da FIFA, aguarda-se a qualquer momento o retorno de Hugo Chávez à Venezuela. Estilistas apostam que o sargentão vestirá um pomposo paletó de madeira.
FHC e a ilha
No Manhattan Connection, perguntado sobre qual mulher levaria para uma ilha deserta, se Gisele Bündchen ou Angelina Jolie, FHC foi rápido na resposta: “A Suellen, mas não passa de um sonho de velho”. Referia-se à personagem da gostosíssima Isis Valverde.
Renovados
A amizade do deputado federal Fábio Faria (PSD) com o senador Aécio Neves (PSDB) tem mais um ponto em comum, além dos points paulistanos e cariocas que frequentam: ambos renovaram com suas respectivas namoradas, Sabrina Sato e Letícia Weber.
Neymar
O brasileiro não recebeu nenhum voto para a Bola de Ouro, ficando em 13º lugar com 5 votos para a Prata e 12 para o Bronze, dados por países como Sri Lanka, Cambodja, Madagascar, Vanuatu, Malawi, Comoros, Panamá e República Dominicana.


