A economia é a bússola – Walter Gomes

Dizia-se nos bastidores o que Lula da Silva resolveu assumir de público e sob os aplausos do seu fã-clube numeroso…

Dizia-se nos bastidores o que Lula da Silva resolveu assumir de público e sob os aplausos do seu fã-clube numeroso e barulhento:

“Sou uma metamorfose ambulante.”

A autodenominação foi um instante de reconhecimento sincero do ex-presidente da República. Também senhor supremo do Partido dos Trabalhadores, por ele criado e fortalecido. Não à toa, está no poder desde janeiro de 2003. E o petismo quer mais. A ambição une a cúpula à base.

Ontem, após duas semanas de ácidas críticas, Lula fez apaixonada defesa da política econômica de Dilma Rousseff. Foi durante reunião, em São Paulo, com investidores nacionais e estrangeiros. Havia – e ainda há – apreensão com o recorrente “pedido eleitoreiro” do senhor Silva para aumentar o crédito e ampliar os gastos do governo. A mudança entrou em campo para agradar financiadores de campanha

A frase do arremate foi tentativa simplória de burlar quem conhece números bem mais do que o ícone petista e acompanha a gastança geradora dos déficits repetidos.

“Levantar dúvidas sobre a política fiscal do Brasil não tem procedência.”

Mas, caiu bem.

Pós-escritos:

1. Para cobrir o rombo nas contas externas, o Brasil recorre, cada vez mais, a capitais especulativos;

2. Frustrada, em maio, a expectativa do Palácio do Planalto. A desaceleração da economia afetou o mercado de trabalho. Dos 100 mil empregos esperados, foram criados 58,8 mil. Trata-se do pior resultado desde 1992.

Giro de campanha

Sucessão no Piauí, onde estão registrados 2,4 milhões de eleitores.

Amanhã, em Teresina, Aécio Neves recebe o apoio da seção estadual do PMDB.

O governador (recandidato) Antonio José Souza, filho, cede o seu palanque ao presidenciável do PSDB.

Quem lidera as intenções de voto é o senador petista Wellington Dias (foto), em campanha para voltar à chefia do Executivo.

Ele apoia a reeleição de Dilma Rousseff, sua companheira de legenda e em primeiro lugar nas sondagens de opinião.

É tempo perdido

Três missões (quase) impossíveis para José Sarney, em outubro.

Duas no Maranhão:

1. Fazer Edison Lobão, filho, sucessor da governadora Roseana Sarney. Ele é herdeiro do ministro de Minas e Energia, Lobão (pai), de quem é suplente em exercício no Senado;

2. Eleger senador o deputado Gastão Vieira, fiel aliado até recentemente ministro do Turismo.

Uma no Amapá:

Levar de volta ao Congresso Nacional o ex-senador Gilvam Borges.

O protetor, fora da disputa como candidato, e os protegidos são do PMDB.

- O PROS nacional aprovou a coligação com o PT – reeleição da senhora Rousseff -, mas liberou alianças das seções regionais.

- Sábado, o PSL oficializa a candidatura de Araken Farias ao governo do Rio Grande do Norte. Paraibano de Campina Grande, ele é advogado pós-graduado em Direito Processual.

- Amanhã, o PPS tem 10 minutos de exposição nacional. No rádio, a partir das 20h; na tevê, a rede começa às 20h30.

- Bastante comentado o livro ‘O capital no século XXI’. Autor: Thomas Piketty. Dois eleitores ideologicamente distintos elogiam o trabalho do economista francês: Aloízio Mercadante, chefe da Casa Civil do governo Rousseff; e Armínio Fraga, conselheiro econômico de Aécio Neves.

- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deputado-presidente da Câmara, convoca cadeia de comunicação. Hoje à noite, faz balanço radiofônico-televisivo das atividades da Casa no semestre que se encerra segunda-feira.

- Para refletir: “A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta” (Fernando Pessoa, poeta português).

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