Efeito da greve? Governo do Estado decide adiar o início do ano letivo

Apesar da ameaça de greve, Seec justifica com grande procura por matrículas

Sinte deflagrará greve da categoria, independente do calendário letivo. Foto: Divulgação
Sinte deflagrará greve da categoria, independente do calendário letivo. Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Educação (Seec) resolveu adiar o início do ano letivo da rede estadual de ensino em uma semana. As aulas que estavam previstas para começar no dia 22 de janeiro passarão agora para o dia 28 deste mesmo mês. A justificativa da Secretaria para a definição da nova data é a grande procura por matrículas que permaneceu nos últimos dias, situação que exige tempo para processamento das solicitações. Entretanto, a mudança do início das aulas pode estar vinculada à possível greve dos professores.

Esta semana, O Jornal de Hoje destacou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN) deflagrará greve da categoria, independente do calendário letivo. Em reportagem publicada na última quinta-feira (16), Fátima Cardoso, presidente do Sinte, diz que o Estado quebrou um acordo com a categoria e, por isso, a greve dos professores será oficializada. “Não há alternativa. O Estado quebrou um acordo conosco e, em consequência disso, iremos paralisar. Mesmo que o Governo venha a adiar o início do ano letivo, a greve será deflagrada”, destacou.

Em contato com a reportagem, o coordenador nas Diretorias Regionais de Educação (Direds), Eduardo Colin, descartou adiamento das aulas em função da greve. Segundo ele, a Seec já estava planejando o adiamento do início das aulas devido a necessidade de tempo para efetivar as matrículas. “Tínhamos em mente adiar em duas semanas, mas como começamos a prorrogar o período de matrículas – já que havia escolas que ainda não tinham renovado o cadastramento dos alunos antigos e escolas municipais que não repassaram as transferências, resumimos o período de efetivações das matrículas para uma semana. Por isso, o calendário letivo iniciará no dia 28 de janeiro”, disse.

Além disso, Eduardo Colin destaca aumento da procura por matrículas nas últimas 48h. “Recebemos uma procura além do esperado. Adiar o início das aulas foi a melhor saída para fazer tudo com mais tranquilidade”, destacou. Ainda segundo o representante da Seec, a Secretaria está mantendo diálogo com o sindicato.

“Eu me sentei com Fátima Cardoso e advogados do Sindicato recentemente, onde pontuamos reivindicações da categoria, como reestruturação do porte das escolas e criação de projetos de lei que prioriza gratificação dos Diretores das escolas, além das promoções horizontais. Esses projetos estão em curso, mas não podemos enviar agora à Assembleia Legislativa devido o recesso dos trabalhos”, afirmou.

“A secretaria está em constante negociação. Apenas não podemos fazer nada agora. Eles mesmos nos disseram que a pauta de reivindicações do ano passado caiu de 32 para 9 pontos. Isso significa que há conversa e negociação entre as partes”, destacou Colin. O Jornal de hoje tentou escutar a versão do Sinte, mas a presidente estava em reunião e não pode atender às ligações.

Além do adiamento, a Seec também confirmou que os pais poderão fazer as matrículas dos estudantes durante a próxima semana, até a sexta-feira (24). A Secretaria informou ainda que vai disponibilizar o novo calendário escolar nos próximos dias.

Para matricular os filhos, os pais precisam acessar o Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc) e ir às respectivas escolas para entregar a documentação, que é o comprovante de residência, histórico escolar, RG ou certidão de nascimento e três fotos 3×4. No caso dos alunos que renovaram as matrículas, a documentação é desnecessária.

Compartilhar:
    Publicidade