Em apenas três anos, o Porto de Natal duplicou embarques de frutas

Atualmente o Porto embarca produtos para os Portos de Algeciras e Viggo (Espanha), Rotterdam (Holanda) e Tilbury (Inglaterra)

A perda de exportações do Rio Grande do Norte para outros estados está diretamente ligada à deficiência de linhas para outros destinos mundiais. Foto: Divulgação
A perda de exportações do Rio Grande do Norte para outros estados está diretamente ligada à deficiência de linhas para outros destinos mundiais. Foto: Divulgação

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) anuncia que aumentou em 23% os embarques pelo Porto de Natal e dobrou essa movimentação nos últimos três. Em 2011 o volume de frutas foi 83.222 toneladas; em 2012, essa quantidade subiu para 154.358 toneladas – um aumento de 85% – e 168.701 toneladas no ano passado, entre janeiro e novembro.

De acordo com a Codern, o resultado de 2013 só não foi maior porque faltou espaço nos navios para a demanda de contêineres de frutas. Para que o problema não seja repetido na safra de 2014, produtores já estão em negociação com armadores, com o objetivo que o espaço nos navios para embarques de frutas pelo Porto de Natal seja aumentado.

Ainda de acordo com Pedro Terceiro de Melo, a perda de exportações do Rio Grande do Norte para outros estados está diretamente ligada à deficiência de linhas para outros destinos mundiais. Atualmente o Porto embarca produtos para os Portos de Algeciras e Viggo (Espanha), Rotterdam (Holanda) e Tilbury (Inglaterra).

Para sanar essa carência de linhas para exportações de longo curso, o Porto de Natal está em negociação para a implementação, já este ano, de uma nova linha com destino ao Porto de Trinidad e Tobago, na Espanha, o que atenderá à linha dos Estados Unidos (Costa Leste e Costa Oeste) e reembarque para a Ásia. “A questão dos outros portos que fazem embarque para outros países, onde a carga do RN migra, está diretamente ligada à deficiência de linhas para outros destinos, o que já está sendo resolvido para a safra de 2014″ explica o presidente da empresa.

Embora os números de exportação de frutas pelo porto representem uma vitória pessoal para Pedro Terceiro, que assumiu a Codern em 2011, o porto ainda terá que lutar para conseguir implantar o quarto berço, um investimento alto demais para as atuais condições do terminal. Mas Terceiro está confiante na atual gestão da Secretaria de Portos, onde ele diz existir um ambiente de decisões técnicas extremamente estimulantes.

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