EM FAMÍLIA

As declarações dadas por Agnelo Alves em entrevista neste final de semana dão espaço para uma situação nada confortável para…

As declarações dadas por Agnelo Alves em entrevista neste final de semana dão espaço para uma situação nada confortável para aqueles que reclamam do rodízio de membros de uma mesma família no poder. Afinal, depois de Garibaldi Alves Filho por duas vezes no Governo do Estado, poderemos assistir a ascensão de Henrique Eduardo Alves ao cargo.

EM FAMÍLIA II
Henrique, “reunindo condições especiais para ser candidato”, se vencer, ficaria no cargo por quatro anos. E, então, sairia para apoiar outro potencial nome: Carlos Eduardo Alves. Reeleito em 2016, o prefeito teria cumprido o “sonho” e estaria livre para a disputa estadual, com a família unida novamente.

EM FAMÍLIA III
É claro que essa situação seria necessária o acertar, primeiros, com os russos. Ou melhor, os eleitores. Henrique, mesmo reunindo tais condições de divulgação necessárias para ser o principal nome para o Governo, tem a antipatia de boa parte do eleitorado. E, ao que parece, a situação piora toda vez que ele diz que é candidato, com a repercussão negativa das ações e envolvimentos dele. Para quem não lembra, basta ver como foi a campanha de Henrique à presidência da Câmara Federal. Contratos com empresas fantasmas, favorecimento de licitação e por aí vai.

CANDIDATO
Por isso, inclusive, ganharia força o que diz o deputado José Dias, de que estão lançando “balões de ensaio”, como Fernando Bezerra, para que o próprio Henrique seja candidato em 2014. Lançando seu nome só em março, o presidente da Câmara sofria menos tempo com as potenciais matérias negativas e a repercussão que elas causariam.

ACORDÃO…
De qualquer forma, o que chama a atenção é a força de Henrique nos bastidores da política local. Afinal, o PMDB sempre disse que não queria o apoio dos demais partidos para o “nome” peemedebista e sim para o projeto. Pois é. Chegamos a janeiro, estamos quase em fevereiro, e nada de projeto político. Nada de plano de metas, nada de nome. Mesmo assim, PROS, PV, PR e PDT já anunciaram que “deverão” se aliar ao PMDB. PSDB também deve seguir o mesmo destino. O DEM também estaria no barco, assim como o PSB de Wilma de Faria (candidata ao Senado).

… E REJEITADOS
Enquanto isso, com candidatos já apresentados e dizendo quais são os planos de governo, PT e PSD não conseguiram qualquer apoio e caminham para formar a aliança dos rejeitados. Os petistas vão lançar Fátima Bezerra para o Senado e o plano “casa” direitinho com o nome de Robinson Faria para o Governo. A estratégia de campanha? Ligar o nome dos possíveis adversários (PMDB, DEM, PSDB, PROS, PR e PV) ao Governo desastrado de Rosalba Ciarlini.

RUI FALCÃO
Essa possibilidade de aliança entre PT e PSD deverá ser apresentada e discutida na reunião com a Executiva Nacional petista. As cúpulas nacionais dos dois partidos se reuniram no ano passado para discutir a possível aliança. Ao PSD teria sido dada a garantia que o PT o apoiaria no RN e em outros estados. Em troca, o partido presidido por Robinson Faria no RN confirmaria o apoio a reeleição da presidente Dilma.

POVO
Agora, minha dúvida é qual a participação do povo nessa discussão política. A maioria das pessoas que conheço não faz a menor idéia de quem serão os candidatos ao Governo do Estado. Tampouco, ao Senado. Definitivamente, eles não estão participando do processo eleitoral. Conversar e articular em Jacumã, ou seja lá em qual praia, é excluir o povo e apresentar ao eleitor, apenas, o projeto pronto e acabado para empurrar goela abaixo. Como sempre acontece.

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