Embalagens plásticas de lubrificantes terão destinação correta no RN

O diretor do Idema reforça que uma das maiores conquistas do programa será a melhoria do meio ambiente

O documento foi assinado com o programa 'Jogue Limpo'. Foto: Divulgação
O documento foi assinado com o programa ‘Jogue Limpo’. Foto: Divulgação

Fernanda Souza
fernandasouzajh@gmail.com

O Rio Grande do Norte deu um passo importante dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Na manhã desta terça-feira (3), no auditório da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), foi assinado entre a Secretaria e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema) um termo de compromisso para a chamada logística reversa de embalagens plásticas de lubrificante. O documento foi assinado com o programa ‘Jogue Limpo’ criado pelo setor de distribuição de combustíveis e lubrificantes do país e responsável a nível nacional pela destinação correta desse tipo de embalagem. A iniciativa é pioneira no Rio Grande do Norte no setor de embalagens plásticas de lubrificantes.

O programa, que é executado com recursos da iniciativa privada, será responsável pelo recebimento, armazenamento, tratamento e reciclagem das embalagens. Inicialmente, a implantação será na Região Metropolitana com expectativa de atingir todos os municípios do Estado até o final de 2016. O material coletado no Rio Grande do Norte será destinado a uma Central de Recebimento em Recife. De acordo com Maurício Sellos, coordenador do Jogue Limpo, menos de 2% das embalagens de lubrificantes correspondem ao plástico produzido no Brasil, cuja maior demanda vem do setor de refrigerantes, cosméticos e higiene. Entretanto, as embalagens de lubrificantes têm um alto poder de contaminação e depois do uso gera dois tipos de resíduos: a própria embalagem e o óleo queimado, sendo de muita importância o destino correto.

O assessor técnico da Semarh, Sérgio Pinheiro, enfatizou a importância da responsabilidade compartilhada. “Parabenizo o setor por encarar a questão ambiental de forma séria. É o primeiro segmento do Estado que se organiza e apresenta o modelo de logística reversa, que é o principal instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. No futuro todos os produtos terão que seguir regras. Vamos mudar a cultura em relação aos resíduos. Esta responsabilidade deve ser compartilhada entre o consumidor, varejista, atacadista e fabricante. O Governo vai atuar com uma equipe que acompanhará as ações do programa”, destacou.

O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Leonardo Rêgo, explicou que o acordo setorial foi assinado em dezembro de 2012 e que a questão culmina com a formação dos Consórcios Intermunicipais de Resíduos Sólidos nas regiões do Seridó, Vale do Açu e Oeste. “Já temos empenhados R$ 22 milhões para a construção dos aterros sanitários em Pau dos Ferros e Caicó, que são municípios polo. Também serão construídas estações de transbordo e concluído o processo de licitação que vai propiciar ao Governo os Planos Intermunicipais de Resíduos Sólidos, que abrangerão 25 municípios do Seridó, 44 da região Oeste e 23 da região Agreste”.
O consumidor poderá participar da ação devolvendo a embalagem ao comércio varejista (postos de gasolina ou lojas do segmento), que irá armazenar temporariamente estas embalagens e enviar aos veículos de recebimento itinerantes que leva até as centrais de recebimento. Nessa central, as embalagens serão encaminhadas para as empresas de reciclagem, devidamente licenciadas.

Antonio Sales, presidente do Sindicato de Postos de Combustíveis do Rio Grande do Norte, Sindpostos/RN, disse que a proposta é que todos os quase 560 postos do estado participem do programa. “Estamos dando continuidade à política de adequação das normas ambientais e dentro das normas passa essa questão. O nosso sindicato já vem com essa consciência e sempre trabalhamos com os pilares da segurança, meio ambiente e consciência. Já agora em dezembro começamos em alguns postos de Natal”, disse.

O diretor do Idema, Jamir Fernandes, reforça que uma das maiores conquistas do programa será a melhoria do meio ambiente. “O ganho ambiental é enorme, mas é necessária uma nova consciência. Toda a cadeia envolvida sairá ganhando inclusive a população, que terá mais saúde”.

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