Emocionado, Henrique pede desculpas a “ex-adversários” por radicalismos do passado

Nome do PMDB para o Governo também fala da ditadura e relembra inicio da luta de Aluizio Alves

Foto: Marlio Forte
Foto: Marlio Forte

O presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, foi homologado nesta sexta-feira o candidato do PMDB ao Governo do Estado, na convenção do partido, realizada no ginásio Nélio Dias, junto a boa parte dos 18 partidos que compõem a aliança com os peemedebistas. E, no discurso de agradecimento pelo apoio, Henrique falou de ditadura, do pai, Aluízio Alves, mas não do principal adversário, Robinson Faria, do PSD. Os aliados, no entanto, não perderam a chance de citar “o outro lado” nos discursos.

A linha “paz e amor” vem sendo seguida por Henrique já há algum tempo, contudo, neste evento, ele a ressaltou. Bastante emocionado, o nome do PMDB chegou a pedir desculpas por “possíveis radicalismos do passado a antigos adversários políticos”. Não era para menos: ao lado dele, o apoiando, estavam José Agripino Maia (DEM) e Wilma de Faria (PSB), dos ex-adversários do pré-candidato do PMDB.

“Graças a Deus e à vontade do povo chegou a hora do Rio Grande do Norte. É como se eu estivesse vendo um filme passar nos meus olhos, como tudo começou, em 1960, quando meu pai veio governar o Rio Grande do Norte. Ele fez o governo que até hoje as pessoas se lembram do governo e o do líder Aluízio Alves”, disse Henrique falando pela primeira vez como candidato.

O candidato disse que não ficará olhando para trás, e sim para frente. “O passado é aprendizado e cicatrizes que o corpo deve ter pelas lutas, mas nenhuma cicatriz na alma que está aberta de amor ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou. E acrescentou: “Como jovem, tive que aprender a conviver com a violência da ditadura. Resisti. Alegrias e tristezas, medos e coragens. Hoje meu maior desafio, minha maior saudade, meu maior compromisso. Tenho orgulho da minha vida pública”.

Henrique lembrou que está no 11º mandato consecutivo de deputado. Agora, presidente da Câmara Federal. “Os deputados federais sabem que o Henrique que mereceu os votos para ser presidente da Câmara é o mesmo que está aqui lutando para ser governador. Eles não ouviram de mim nada ofensivo, pois só fala mal dos outros aquele que não tem coisa boa para falar de si mesmo”.

O deputado criticou a situação da saúde e segurança do estado. “Para mudar isto tem uma coisa que eu aprendi: eleição é do bem, é para unir responsabilidades. Uma boa gestão tem que ter antes uma boa política. E é por isto que estou aqui com tantos”, afirmou. Henrique afirmou que tem a ética como regra, transparência como exemplo e valorização do servidor público como exemplo. “Tem que cuidar bem do homem da cidade e do homem do campo.”

Homologada candidata ao senado na convenção do PSB, no mesmo local, Wilma de Faria disse que era um dia de muita emoção para ela. Lembrou que é a 8ª vez que disputa cargos. “Uma convenção nunca vista na história do Rio Grande do Norte, de muitas cores. Henrique nestes anos cresceu muito. Foi durante seis anos líder do PMDB. Depois presidente da Câmara, onde dá um show colocando pautas que estavam paradas há muito tempo. A pessoa que terá capacidade de mudar o Rio Grande do Norte é você Henrique”.

Se Wilma e Henrique preferiram não falar de Robinson, pré-candidato a governador (que terá o nome homologado na convenção deste domingo), outros aliados da chapa não resistiram diante da oportunidade de cutucar o principal adversário. Sandra Rosado, que foi homologada pelo PSB como candidata à reeleição na Câmara Federal, relembrou os resustados das pequisas divulgadas na última semana e disse que, em todas, Henrique ficou a frente na disputa.

Ao todo, 18 partidos estão na coligação “União pela Mudança”: PMDB, PSB, PR, PROS, PSDB, DEM, Solidariedade, PDT, PRB, PPS, PHS, PTB, PV, PSC, PSDC, PMN, PRP e PTN.

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