Empreendedor mistura bar com espaço cultural para nerds

O bar GIBI traz comidas e eventos temáticos e espera faturar mais de R$ 90 mil por mês

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Cansado e deprimido com o ambiente corporativo e com seu trabalho como designer de interfaces, o paulista Tiago Almeida, 34 anos, resolveu largar tudo, em 2012, para fazer algo que amava. A primeira ideia surgiu com um amigo: de juntar a cultura nerd – paixão de Almeida – com uma hamburgueria.

Depois de um ano desenvolvendo o negócio, Almeida percebeu que queria algo mais que um lugar que apenas vendesse pratos temáticos. “Eu queria um espaço em que nerds pudessem se encontrar e discutir os mais diferentes assuntos”, diz. O amigo saiu da sociedade e Almeida continuou com a ideia de transformar o bar GIBI em um espaço cultural.

O empreendedor investiu R$ 700 mil para lançá-lo. O valor, arrecadado com a ajuda de outros quatro sócios-investidores, foi usado para a reforma do local, estruturação da cozinha e para a decoração, que conta com peças exclusivas de colecionador. O lançamento oficial aconteceu em 30 de janeiro deste ano. Nesta data, coincidentemente, é celebrado o Dia Nacional dos Quadrinhos.

Segundo Almeida, mesmo depois de um extenso plano de negócios, o bar está em uma versão beta. “Ainda estamos finalizando o cardápio, o calendário de eventos recorrentes e outros serviços”, afirma. O empreendedor deseja que o ambiente do bar seja extremamente colaborativo, com mudanças feitas de acordo com o feedback dos clientes.

Por enquanto, o cardápio consiste de cachorros-quentes personalizados – quatro salsichas e 15 molhos –, porções salgadas variadas e algumas sobremesas, tudo temático. Almeida também deu uma atenção especial para sua carta de cervejas. “Os nerds não querem ficar bêbados, mas querem beber bem, encontrar rótulos bons”, diz. A carta do GIBI conta com 30 marcas diferentes, além de 10 drinks.

Nos eventos, Almeida tenta dar atenção para diversos temas: games independentes, em que criadores levam seus jogos para serem testados e conseguir feedback; encontros para discutir programação PHP; lançamentos de livros com autores conhecidos e iniciantes; comemoração de datas especiais como o Dia da Toalha, inspirado na série de livros nerds O Guia do Mochileiro das Galáxias, e outros.  Ao longo do ano, o GIBI ainda espera montar uma biblioteca de quadrinhos e incrementar seu museu de videogames  – que já foi iniciado com doações de clientes .

O sucesso da casa começou a crescer com o boca a boca. “O GIBI está ´viralizando´ muito rápido, porque é uma coisa normal do nerd, sair compartilhando as coisas que ele gosta”, afirma Almeida. O lugar já está ficando pequeno e o empreendedor percebe que há demanda.

A ideia é desenvolver o negócio para o modelo de franquias, mas Almeida ainda acha que é muito cedo. “Não queremos ser só uma marca de bar, queremos ser uma marca cultural, que lança pessoas e produtos também”, afirma. “Precisamos nos estabilizar, principalmente na parte de comida para aumentar o lucro e podermos realizar as outras ideias.” A meta é faturar pelo menos R$ 3 mil por dia até o do ano.

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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