Universitários da Empresa Júnior oferecem consultoria a baixo custo

Projeto fez sucesso durante décadas de 80 e 90

Professor Alberto Cortez está mais uma vez ao lado dos estudantes no comando da empresa júnior. Foto: Divulgação
Professor Alberto Cortez está mais uma vez ao lado dos estudantes no comando da empresa júnior. Foto: Divulgação

Ao comandar um negócio, o empreendedor pode enfrentar situações que demandem uma consultoria especializada. No entanto, grande parte das micro e pequenas empresas, devido baixo capital de giro, não tem condições de pagar pelo serviço. Nesses casos, é possível pedir uma força aos universitários. Uma alternativa acessível para resolver problemas em diversas áreas empresariais são as empresas juniores (EJs), criadas dentro de centros acadêmicos de todo o país.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é uma das que oferecem variados tipos de serviços, segmentados de acordo com os cursos oferecidos pela instituição. Recentemente, alunos do Departamento de Economia resolveram investir na atividade e reativaram a Empresa Júnior de Economia da UFRN, que foi considerada uma organização estudantil de grande atuação da prática profissional nas décadas de oitenta e noventa.

“Os alunos decidiram tomar a frente do projeto, resolveram algumas pendências da Empresa Júnior junto à Receita Federal e a Prefeitura de Natal e agora estão reativando o projeto. Com o apoio de alguns professores do Departamento, a empresa poderá ser útil no planejamento de formações de programas e projetos de empresas, bem como consultoria”, explicou o professor Antônio-Alberto Cortez, um dos economistas que dá suporte aos alunos no projeto.

Segundo especialistas, serviços oferecidos por empresas juniores podem custar até 15% do preço de uma consultoria de mercado, ou seja, uma economia de pelo menos 85% para o empreendedor. “A empresa é como se fosse um laboratório. Nós ganhamos a experiência de mercado enquanto alunos de graduação. De outro lado, o público também ganha, por ter acesso aos serviços com menor custo”, explica Letícia Amaral, 21, estudante do 5º período do curso de Economia da UFRN.

Letícia é uma das pessoas responsáveis pela direção da Empresa Júnior de Economia. Além dela, o projeto conta com mais seis estudantes em níveis de graduação do 4º ao 8º período: Guilherme Oliveira (4º), Breno Amorim e Ian Nascimento (5º), João Paulo Moura e Neno Paiva (6º) e Joelmir Lisboa (8º).

“A Empresa Júnior é uma iniciativa sem fins lucrativos. Nós não recebemos salário por estar oferecendo os serviços, somos voluntários. O dinheiro que entra na empresa é para custear os serviços que trabalhamos e manter a estrutura”, disse João Paulo Moura. “Gostaria de esclarecer que nós, enquanto alunos, não podemos oferecer nenhum tipo de serviço que seja de cunho de economista. Por isso nós temos sempre professores de economia, que ficam nos auxiliando em todos os trabalhos”, explicou.

Além dos membros da diretoria, a empresa júnior ainda mobilizará cerca de 15 estudantes da área, que trabalharão como traineers. “Abriremos um processo seletivo, com teste escrito e prático, para aumentar o número de estudantes que irão contribuir com a Empresa Júnior. Todos os anos haverá eleições para novos diretores e traineers, dando oportunidade para novos estudantes participarem”, destacou João Paulo.

Entre 1980 e 1999, a Empresa Júnior de Economia da UFRN com o desenvolvimento de 19 projetos, como assessoria econômica, estudo de viabilidade econômica e financeira do Praia Shopping, estudo de mercado do Artesanato Potiguar, estudo de viabilidade econômica do Vale do Assu, implantação de microunidade de produção têxtil de Nova Cruz, entre outras atuações.

Todos os projetos foram executados com a participação dos alunos do Departamento de Economia relacionados à Empresa Júnior. Tratando-se de uma ação acadêmica de prática profissional, a participação dos alunos sempre estava relacionada ao currículo do curso, havendo sempre uma disciplina de referência para execução do projeto, com acompanhamento do professor/orientador.

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