Empresa potiguar de cachaça orgânica disputa Prêmio Nacional de Inovação

A agroindústria potiguar, produtora das cachaças Extrema, concorre com empresas de SP e MA. O resultado será anunciado em 13 de maio

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O Rio Grande do Norte pode, mais uma vez, ser reconhecido com uma premiação em âmbito nacional. A Agroindustrial Extrema, empresa atendida pelo programa Agentes Locais de Inovação (ALI) do Sebrae no Rio Grande do Norte, foi classificada para a final do Prêmio Nacional de Inovação. A empresa potiguar, que produz cachaças artesanais, disputa o troféu na categoria “Agentes Locais de Inovação”, segmento “Indústria”, juntamente com uma empresa de confecção de São Paulo e uma sanduicheria do Maranhão. O resultado da premiação será divulgado no dia 13 de maio, no Sebrae Nacional, em Brasília (DF).

O prêmio visa reconhecer as empresas brasileiras que contribuíram para o aumento da competitividade do país por meio da utilização de sistemas e técnicas voltados para o aprimoramento da gestão da inovação, bem como por meio da implementação de projetos inovadores.

A empresa já havia sido reconhecida nacionalmente, em 2010, ao vencer o Prêmio MPE Brasil, também promovido pelo Sebrae para estimular a competitividade das micro e pequenas empresas, na categoria agronegócio. Localizada no município de Pureza, a cerca de 60 quilômetros de Natal, a Agroindustrial Extrema está instalada na Fazenda Jardim, fabricando cachaça e outros 25 itens, que vão de aguardente a licores.

Na categoria em que a Extrema está inscrita, o júri leva em consideração os métodos, técnicas e ferramentas de gestão da inovação, além de apresentarem um ambiente favorável ao desenvolvimento de projetos inovadores. A avaliação aborda um conjunto de requisitos que demonstrem o grau de maturidade da gestão e da inovação na empresa.

Certificada pelo (Instituto de Biodinâmico (IBD), a empresa apresenta uma parcela de área totalmente orgânica, sem aplicação de agrotóxicos ou produtos formulados sintéticos. A Extrema foi a primeira fazenda do RN a produzir não somente a cana-de-açúcar, e também a cachaça orgânica. A diferença da cachaça tradicional para a orgânica é que não é utilizado nenhum produto químico no processo produtivo. Para a fermentação da bebida, ao invés de ácido sintético, é utilizado o suco de limão.

Ainda na área de práticas sustentáveis, a Extrema faz uso de bagaço da cana como fonte de calor na cadeira, evitando a queima de madeira, e na alimentação bovina.

O Prêmio Nacional de Inovação é uma iniciativa da Mobilização Empresarial da Inovação (MEI) e é realizado pelo Sebrae, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Movimento Brasil Competitivo (MBC), com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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