Empresário de 23 anos ganha a vida com bebida misturada a ouro comestível

Estudante mineiro passou a importar o metal de 23 quilates para dar apelo visual ao licor que leva cachaça na composição

Unidade da Lord 79 é vendida a preços entre R$ 90 e R$ 120 no Brasil. Foto: Divulgação
Unidade da Lord 79 é vendida a preços entre R$ 90 e R$ 120 no Brasil. Foto: Divulgação

Quem disse que bebida com elementos da cachaça e luxo não combinam? Certamente não foi o mineiro Rafael Mendes. Ainda na faculdade de engenharia de produção, ele decidiu incorporar à bebida destilada um conceito que viu no exterior: pequenos flocos de ouro comestível misturados a vinhos e champanhe.

Assim surgiu, no fim de 2012, a marca Lord 79 – batizada com o número do elemento químico do metal na tabela periódica. Vendida em garrafas de 750 ml, o licor de ouro 23 quilates é encontrado em bares e sites especializados a preços entre R$ 90 e R$ 120.

O empresário mineiro de apenas 23 anos conta que vende lotes de 5 mil a 10 mil unidades sob encomenda, mas não revela qual alambique mineiro produz a bebida, para manter guardada sob sigilo a fórmula utilizada.

O faturamento da empresa também é mantido em segredo. Mendes, que divide o empreendimento com outros dois sócios, diz que a bebida é cara, principalmente, porque os flocos de ouro são importados e possuem pureza suficiente para não fazer mal ao consumo humano.

Quando misturado à bebida, o metal não possui gosto e é naturalmente expelido pelo organismo após a ingestão. O que conta na experiência é o apelo visual, segundo Mendes. “É para beber com os olhos”, define. Também por isso, a garrafa não tem embalagem. A design da marca vem embutido como arte no vidro do produto.

“A garrafa não tem rótulo para ficar mais bonita e não perder o requinte se molhar, já que recomendamos que seja servida gelada”, diz o empreendedor. Além de bebida, a ideia é que o produto seja uma peça de decoração, para ficar exposta em casa, explica.

Com teor alcoólico reduzido de cerca de 50% para 23%, a bebida ficou mais leve e adocicada para atender às exigências do governo na mistura do metal. Essa adaptação mais suave da cachaça, com limão e mel, também visa atrair o paladar feminino, menos acostumado ao destilado.

“Pretendemos alcançar um público mais jovem e que nunca teve interesse em cachaça, mas que começa a ter com esse novo elemento acrescentado à bebida”, afirma Mendes.

O ambiente da faculdade, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), foi um dos fatores preponderantes que estimularam o jovem empreendedor a apostar na ideia. O mineiro garante que foi o primeiro a inventar a mistura do ouro com a bebida brasileira. Logo depois, surgiram concorrentes com produtos semelhantes.

Fonte: IG

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