Empresário fatura R$ 120 mil com ar enlatado do Brasil para turistas

Desafiado a inventar um souvenir para a Copa, curitibano brincou de colocar em latas de sardinha a atmosfera de cidades turísticas

Latinha com ar do Brasil: lembrança custa em torno de R$ 10. Foto: Divulgação
Latinha com ar do Brasil: lembrança custa em torno de R$ 10. Foto: Divulgação

O agente de turismo Alessandro Catenaci, de 37 anos, está fazendo sucesso com uma ideia criativa. Desafiado a desenvolver lembrancinhas para a Copa do Mundo em um projeto do Sebrae de Curitiba, ele decidiu brincar de enlatar o ar de pontos turísticos brasileiros.

A ideia está rendendo ao curitibano um faturamento médio de R$ 120 mil por mês. Tanto que a marca Lata de Ar é encontrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e Foz do Iguaçu – cidades que levam o conceito no produto. Catenaci já produziu 35 mil latinhas, distribuídas a 40 clientes que a revendem, incluindo uma loja no aeroporto internacional de Guarulhos (Cumbica).

O empresário se inspirou em uma lata de achocolatado que guardava a atmosfera de Paris, item que chamou sua atenção durante uma viagem à cidade, há cerca de 20 anos. Ele procurou materiais de boa qualidade para transportar a ideia ao Brasil, até escolher a lata de sardinha, ilustrada com os pontos turísticos das cidades.

“Precisei reparar em detalhes que só o turista vê, até mesmo em Curitiba, minha cidade, para desenvolver as ilustrações”, conta Catenaci. No verso da lata, a brincadeira é mostrar os ingredientes de seu interior: uma mistura de 12,5% de Pelourinho, axé e acarajé, no caso da versão “Air from Salvador”.

O nome em inglês é proposital para capturar a atenção do turista estrangeiro. E a brincadeira continua: “A lata de ar alivia o stress e cura a saudade com Boas Lembranças”, diz o verso. Na lata de Curitiba, a recomendação é colocar o produto na geladeira, para manter o clima frio da cidade.

A poucos dias da Copa, o empresário calcula que fabrica em média 12 mil latinhas por mês para distribuir pelas seis cidades, vendendo cada uma a R$ 10 para o consumidor final.

“Pretendo transformar o produto em algo turístico para todas as épocas do ano, não apenas durante a Copa do Mundo”, conta o empresário.

Fonte: IG

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