Empresário transforma ônibus em balada e fatura R$ 40 mil por veículo

Criada há três anos, Walking Party abre franquias com investimento a partir de R$ 80 mil

Maurício: sonho de administrar a rede de Miami. Foto:Divulgação
Maurício: sonho de administrar a rede de Miami. Foto:Divulgação

Há quase três décadas fabricando veículos adaptados em Pirassununga, interior paulista, Maurício Pinto Matheus deixou de trabalhar na empresa da família para realizar um sonho antigo. Transformou um ônibus em “balada” sobre rodas e passou a oferecer festas dentro dele, em maio de 2010.

A ideia era aproveitar o espaço para eventos particulares – festas de aniversário, casamentos, confraternizações e até despedida de solteira. Só depois vieram as parcerias com empresas.

“Os seis primeiros meses foram sofridos. Demorou até o investimento começar a dar lucro”, conta o empresário, que viu o negócio deslanchar só no segundo ano da empresa, após promover eventos com marcas de cerveja do peso da Ambev, e festas temáticas como halloween e micaretas – Carnaval fora de época.

A cantora baiana Daniela Mercury foi uma das celebridades que já desfilaram no veículo da marca. Microsoft e Centauro também compraram a ideia de Mattheus.

Aos 46 anos, o empreendedor faz em média 150 eventos por mês e 10 despedidas de solteira por semana – de solteiro, está fora de cogitação. “Queremos atingir um nicho de mercado amplo, do infantil até a terceira idade, e a despedida para homens pode desvirtuar este perfil”, explica.

Em três anos, Matheus tem seis ônibus operando na capital paulista, cada um com faturamento em torno de R$ 40 mil por mês, e expandiu a empresa para o modelo de franquia. Convidado pela Multifranquias (rede que reúne várias marcas de franquia), ele atraiu franqueados em Salvador, Fortaleza, Alphaville, Osasco, Campinas, Rio de Janeiro e Recife.

“Até o fim de 2014, pretendemos ter 100 carros operando”, estima o empresário. Para abrir uma franquia da rede é preciso desembolsar entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, para adquirir o veículo já customizado, com iluminação, bar e assentos. Há uma taxa de royalties de 10% sobre o faturamento, ou o mínimo de R$ 3 mil.

A equipe das festas – motorista, fotógrafo, DJ e barman – fica por conta do franqueado. Três pessoas dão suficientes para operacionalizar uma festa, diz Matheus. Os eventos podem ter de 20 a 150 pessoas, a depender do tamanho do ônibus, e custam de R$ 550 a R$ 3 mil, segundo o pacote escolhido.

Com 32 funcionários, as seis unidades de São Paulo pertencem a Mattheus. Na cidade, ele não abre para franquias. O empresário continua como sócio da fábrica em Pirassununga (SP), que personaliza unidades para a Polícia Militar e empresas. Apesar disso, ele atua exclusivamente no negócio que montou sozinho.

“Meu projeto é ir para Miami e conseguir administrar as franquias de lá”, vislumbra o empreendedor, que acredita ser possível cuidar da rede de qualquer lugar do mundo.

Fonte:Terra

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