Encontro do PMDB em Jacumã pode definir nome do partido para Governo

Reunião será na casa de veraneio do deputado Ezequiel Ferreira

Henrique Alves e Fernando Bezerra em Jacumã. Foto: Divulgação
Henrique Alves e Fernando Bezerra em Jacumã. Foto: Divulgação

Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

A cúpula partidária do PMDB, tendo à frente o deputado Henrique Eduardo, presidente da legenda e da Câmara Federal, senador Garibaldi Filho, maior expressão eleitoral do partido e atual ministro da Previdência Social, além do empresário Fernando Bezerra, cujo nome está em evidência para disputar o Governo do Estado este ano, vai se reunir amanhã na casa de veraneio do deputado Ezequiel Ferreira de Souza em Jacumã. Na oportunidade também estarão presentes deputados estaduais do partido, entre eles, Walter Alves, um outro nome do partido inicialmente citado para ser candidato a governador. O encontro tem como objetivo dar continuidade aos entendimentos internos da sigla partidária objetivando a escolha do nome do PMDB que disputará as eleições deste ano. O anfitrião, deputado Ezequiel Ferreira, é o mais recente filiado do PMDB.

Com chances reais de ser o indicado do partido para disputar o Governo do Estado em outubro deste ano, o empresário Fernando Bezerra certamente vai reiterar o que afirmou antes. Poderá aceitar o desafio, inclusive com sacrifício pessoal, desde que as suas ponderações sejam respeitadas, não só pela classe política, mas também pelos seus correligionários e líderes partidários. Caso contrário, Fernando Bezerra poderá chegar pré-candidato a governador e deixar a praia de Jacumã fora da disputa eleitoral, não aceitando, portanto o convite formulado por Henrique Eduardo e Garibaldi Filho. As ponderações de Fernando Bezerra são baseadas nas necessidades de que seja feita uma profunda reforma na estrutura administrativa do Estado e promover uma mudança radical de comportamento da classe política, inclusive aliados que praticam a barganha e as benesses como moeda de troca, comum no dia a dia da política brasileira.

Segundo uma fonte peemedebista, é urgente a necessidade de uma reforma político-administrativa no Estado para torná-lo ágil, racional e em conseguência governável. Todos os políticos ouvidos pela reportagem d ´O JORNAL DE HOJE sobre o assunto foram unânimes em afirmar que o próximo gestor público do Rio Grande do Norte precisa adotar medidas drásticas e impopulares para fazer a reforma que o Estado precisa e o nome certo para essa empreitada é o do empresário Fernando Bezerra, que é considerado mais técnico do que político.

PLANO B

Em caso de não confirmação do nome de Fernando Bezerra para representar o PMDB na disputa eleitoral deste ano para o Governo do Estado, nos meios políticos, notadamente peemedebistas, tem-se como certa a candidatura do deputado federal, Henrique Eduardo Alves, que poderá aceitar o desafio, já que Garibaldi Filho não se mostra receptivo nem disposto a disputar o cargo de governador pela terceira vez, preferindo ficar no sossego do Senado, eventualmente exercendo o Ministério da Previdência Social. Outro que poderia ser alternativa do PMDD é o deputado Walter Alves, que já declarou reiteradas vezes sua intenção de disputar a reeleição ou até mesmo a Câmara Federal, caso Henrique Eduardo assuma a candidatura a governador. Portanto, amanhã na casa de veraneio do deputado Ezequiel Ferreira de Souza deverá ser definido, ou não, o nome de Fernando Bezerra para governador, já que o tempo está se tornando exíguo com a proximidade das eleições de outubro.

 

Ex-governadora Wilma de Faria deve ser a candidata do PMDB ao Senado

Paralelamente à discussão para definir o nome do partido para o Governo do Estado os líderes peemedebistas tem outra árdua missão que é definir também o nome que o partido convidará para compor a chapa majoritária na condição de candidata à senadora. Wilma de Faria, do PSB ou Fátima Bezerra, do PT? Entre integrantes do PMDB o nome da vice-prefeita de Natal é o preferido sob a justificativa de ser a ex-governadora de maior expressão eleitoral comparando com a petista, no entanto, existe o problema da questão nacional, já que o PSB afastou-se da presidenta Dilma Rousseff e terá o governador de Pernambuco, Eduardo Campos como candidato a presidente da República. Mas, essa eventual dificuldade já foi descartada pela própria Wilma de Faria, que em entrevista a´O JORNAL DE HOJE afirmou que o PSB está liberado nos Estados para fazer as alianças que considerar convenientes.

Os peemedebistas defensores de um entendimento com a presidenta do PSB, ex-governadora Wilma de Faria, entendem não ser uma tarefa difícil o deputado Henrique Eduardo trabalhar junto à presidenta Dilma Rousseff e ao próprio ex-presidente Lula da Silva a retirada da postulação da deputada petista, Fátima Bezerra para acomodar Wilma de Faria na chapa majoritária como candidata à senadora. O argumento seria, não só um maior fortalecimento da chapa peemedebista, mas principalmente, evitar que Wilma de Faria seja candidata à governadora, aumentando assim o grau de dificuldade do PMDB para conquistar o Governo do Rio Grande do Norte. Novos encontros entre Henrique Eduardo e Wilma de Faria deverão acontecer ainda nesse veraneio para discutir o assunto e evoluir na consolidação de uma chapa que muitos consideram imbatível. Para o PT poderá ser destinado a vaga de vice-governador, possivelmente ocupada pelo deputado Fernando Mineiro ou até mesmo pela deputada Fátima Bezerra. Se a proposta não for aceita, o PR ou o PROS serão potenciais candidatos. (JP)

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