Engenheiro vai processar Unilever após encontrar gosma no suco Ades

Engenheiro encontrou o fungo em uma embalagem da bebida sabor pêssego

Fungo encontrado na embalagem de suco Ades. Foto: Marcelo Fernandes
Fungo encontrado na embalagem de suco Ades. Foto: Marcelo Fernandes

No último dia 13 de fevereiro, a filha do engenheiro Marcelo Fernandes, de 41 anos, estranhou o gosto do suco Ades de pêssego que estava tomando. A mãe observou o copo e viu algumas partículas estranhas no líquido. Como o gosto estava ruim, decidiu jogá-lo fora. A embalagem de 1 litro de suco era válida até 7 de julho de 2014.

Ao despejar o líquido na pia, a família descobriu uma gosma dentro da embalagem.

Preocupado com a saúde da filha, Fernandes entrou em contato com a Unilever, fabricante do Ades, para fazer a reclamação e foi informado que a gosma é um fungo que se forma quando há microfuros na embalagem que permitem a entrada de ar (veja mensagem abaixo).

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Insatisfeito com a atenção que recebeu, Fernandes decidiu processar a Unilever e já contratou um advogado para isso. “O atendimento que recebi foi péssimo. Não perguntaram se minha filha estava bem ou precisava de alguma assistência. Nem me pediram desculpas”, disse. Além de reclamar com a empresa, o engenheiro também procurou o Procon e a Vigilância Sanitária.

Fernandes também fez uma busca na internet e encontrou o registro de outros casos iguais ao seu. Em 2012, a consumidora carioca Ursula de Almeida encontrou o mesmo tipo de fungo numa embalagem do suco sabor uva. “É impressionante que diante de tantos casos semelhantes a empresa não tenha tomado nenhuma providência para resolver o problema”, diz.

O engenheiro conta que ele e a família chegavam a consumir até dez caixas de Ades por semana. Depois do episódio da contaminação do suco por soda cáustica, no ano passado, ele chegou a parar de consumir o produto, mas depois retomou imaginando que seria um fato isolado. “Agora, nunca mais este suco entra na minha casa”, afirmou.

Procurada, a Unilever disse que não se pronunciaria sobre um possível processo, mas está prestando todo atendimento a Fernandes. Segundo a empresa, o setor de atendimento entrou em contato com o engenheiro quatro vezes e colocou médicos à disposição, mas ele não aceitou. A companhia também lamentou que o produto com o fungo não tenha sido devolvido para análise.

Fernandes afirma que não devolveu o produto porque pretende enviá-lo para análise num laboratório independente.

 

 

Fonte: Época Negócios

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