Entidades sindicais preparam jornadas de manifestações na Copa

Encontro de ativistas foi promovido na manhã deste sábado e contou com expressiva participação

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A Copa do Mundo no Brasil será acompanhada de grandes manifestações populares em diversas cidades do país. Um encontro entre ativistas sociais que aconteceu em Natal neste sábado (10), sob coordenação da Central Sindical e Popular do Rio Grande do Norte (CSP-Conlutas RN), irá formalizar e lançar nos próximos dias o calendário com as jornadas de manifestações na capital potiguar, uma das doze cidades-sede Copa.

O dia 12 de junho foi escolhido como a data de início da Jornada de Mobilizações “Na Copa vai ter Luta” em âmbito nacional, data do primeiro jogo do mundial que será realizado entre as seleções do Brasil e da Croácia, em São Paulo. Entre as entidades que estão convocando as manifestações no Rio Grande do Norte estão a CSP-Conlutas, a Intersindical, Sindsaúde, Sintest, Sinasefe, Sindforte, Sinai, Sindicato dos Bancários, Sitoparn, Sindjorn, Anel e os núcleos do Sinte-RN de São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim.

“Reunimos vários movimentos sociais atuantes no RN, entre ativistas sindicais, estudantis e populares, de modo a fazermos uma discussão do que está acontecendo nacionalmente e assim tirar o nosso próprio calendário de lutas. Temos expectativa de reunir uma quantidade significativa de ativistas em Natal que possam aderir ao movimento”, destacou Juary Chagas, coordenador-geral do CSP-Conlutas RN.

O manifesto que será lançado com o calendário de lutas em Natal ressaltará os recursos destinados pelo Governo Federal e estaduais às obras da Copa do Mundo, em detrimento de serviços públicos para a população.

As reivindicações que prevêem milhares de pessoas novamente nas ruas também mostrará o destino dado ao dinheiro público repassado à FIFA e as empreiteiras, em vez de ser aplicado em saúde, educação, moradia, transporte público e reforma agrária.

Um dos representantes da Executiva Nacional do CSP-Conlutas, Atenagoras Lopes, veio ao encontro realizado hoje em Natal, no auditório da Faculdade de Farmácia da UFRN, para trazer orientações e informações do que foi decidido durante encontro realizado em São Paulo, no mês de março passado. Mais de 200 pessoas lotaram o auditório, com o propósito de fortalecer as ações sociais.

“O que sintetiza a nossa orientação para as diversas forças sociais que estão se reunindo em todo o país é que ‘Na Copa vai ter luta’. Queremos dar um sentido comum às lutas objetivas e canalizadas sob os diversos temas da conjuntura. Apesar de cada grupo ter uma pauta específica de reivindicações, iremos buscar um grau maior de unidade em prol de ações comuns”, disse Atenagoras.

Segundo Lopes, a ideia da mobilização “Na Copa vai ter luta” é proporcionar uma sustentação às bases de luta que permita seguir com todas as bandeiras de exigências levantas pela população. “Iremos reforçar aquilo que o país está precisando neste momento, mas que cada fez mais está sendo abafado com as notícias da Copa do Mundo. Chamaremos atenção do poder público e da sociedade em geral sobre as prioridades que os governos vêm dando”, disse.

De acordo com o manifesto criado pelos ativistas sociais em São Paulo, a Copa do Mundo é mais uma expressão da política desigual que privilegia poderosos e impõe situação de penúria à maioria da população. “O governo federal e dos estados estão gastando mais de 34 bilhões de reais com a construção e reforma de estádios, aeroportos outras obras para a Copa, dinheiro colocado nas mãos de empreiteiras, enquanto a população pobre é despejada de suas casas para dar lugar a essas obras”, diz um trecho do manifesto.

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