Equívoco em edital adia início da licitação para construção do Centro Cultural da Rampa
No último dia 23 de janeiro, o Governo do Estado publicou, no Diário Oficial, o edital para a construção do Centro Cultural da Rampa. Por R$ 50, empresas interessadas adquiriram o projeto que, nos 11,4 metros quadrados da área, inclui o Museu e o Memorial do Aviador. Hoje (28) seria aberto o processo licitatório, mas duas empresas participantes encontraram equívoco na planilha montada de acordo com o financiamento que será feito junto à Caixa Econômica Federal. O investimento será de R$ 7,3 milhões, através do Ministério de Turismo, e a contrapartida do Estado será de R$ 700 mil.
Com isso, foi marcada uma nova data para a licitação: 09 de abril. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN), o prolongamento do prazo foi solicitado pela Comissão de Licitação da SIN, após a assessoria jurídica ouvir as empresas. A medida serve para eliminar dúvidas quanto a termos técnicos na tabela de preços de materiais e serviços. A partir da próxima segunda-feira (04), a troca do edital pode ser feita na SIN, no Centro Administrativo, sem custo adicional.
Coordenadora de projetos da Cunha Lefermann, de Recife (escritório de arquitetura e urbanismo responsável pelo projeto da Rampa), Evelyn Schor afirma que “não houve erro de projeto. O que aconteceu é que é uma obra financiada pela Caixa, que possuiu uma normativa interna para definir orçamentos. Algumas taxas desse orçamento estavam fora do formato que as empresas [que contestaram] estão acostumadas. Nossa equipe já fez o ajuste na planilha, sem alteração no valor”.
O Memorial do Aviador será construído com recepção, bilheteria, auditório para 126 pessoas, espaço para homenagear aviadores e promover eventos culturais; área de administração e instalações sanitárias. Já o Museu da Rampa terá área de exposição temporária e permanente (acervo ligado à história da aviação e da 2ª Guerra Mundial), bar temático, loja de souvenir e banheiros.
No espaço externo, um local para a contemplação do rio Potengi e estacionamento para carros próprios, serviços de táxis e de guias, ônibus de turismo e um calçadão à beira-rio completam o Centro Cultural. Patrimônio da cidade, o prédio que um dia recebeu os presidentes brasileiro e norte-americano, Getúlio Vargas e Franklin Delano Roosevelt, em 1943, em pleno conflito mundial, terá suas características arquitetônicas conservadas.
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