Esgoto estourado impede até mesmo a ronda no CDP de Pirangi

Além do esgoto que tem incomodado diariamente, quando chove a situação fica ainda pior

Foto: Heracles Dantas
Foto: Heracles Dantas

Um problema recorrente no Centro de Detenção Provisória de Pirangi (CDP), localizado na Avenida Ayrton Senna, tem atrapalhado a atividade dos agentes e policiais que trabalham no local. Um esgoto que fica logo em frente ao prédio tem trazido um cheiro insuportável, além de outros problemas que chegam até a impossibilitar a ronda no CDP.

“O cheiro é realmente insuportável. Muitas vezes até mesmo fezes saem desse esgoto. É uma situação complicada. Além disso, ainda tem os mosquitos que aparecem por causa disso. Muitas vezes deixamos de fazer as rondas, pois nós não aguentamos o mau cheiro e os mosquitos. Isso acaba se tornando perigoso, pois ficamos sem saber o que os presos estão fazendo”, destacou uma fonte do Jornal de Hoje, que não quis se identificar. Ela também frisou que o problema é recorrente. “Já tem uns quatro anos que estamos nessa situação. Uma empresa que faz serviço para o CDP vem e arruma, mas o problema sempre volta. Dessa vez já tem uns quatro meses que esse esgoto está assim, prejudicando o nosso trabalho, moradores e comerciantes da região”.

Além do esgoto que tem incomodado diariamente, quando chove a situação fica ainda pior. “Quando tem alguma chuva um pouco mais forte essa rua fica toda alagada. Com as chuvas que caíram no início da semana, a água chegou a entrar no CDP. Então imagine a situação. Essa água da chuva se misturando com a água que saía do esgoto e entrando aqui no CDP. Uma situação realmente complicada. Felizmente esse problema da água entrando aqui foi solucionado, mas o meu cheiro do esgoto continua”, afirmou Zemilton Pinheiro da Silva, diretor do CDP Pirangi.

Na teoria, o CDP é para ser utilizado apenas como um centro de triagem, ou seja, os policiais civis levam os presos para o CDP e de lá eles deveriam ser transferidos para algum presídio do Estado. Porém, como não existe vaga suficiente no Sistema Penitenciário para todos os detentos, muitos deles acabam ficando no Centro de Detenção Provisória por um período maior, o que acaba gerando uma superlotação, o que foi constatado quando a reportagem esteve no local na manhã desta sexta-feira (27). “Hoje nós estamos com 69 presos. Nós temos duas celas. As duas juntas comportam, no máximo, 35 presos. Ou seja, estamos longe da situação ideal. Infelizmente o Sistema Penitenciário não tem vagas suficientes e nós precisamos ficar com esses presos aqui. Eles só saem quando abre vaga em algum presídio”, explicou Zemilton.

Crack em Mossoró

Policiais civis encontraram nesta sexta-feira (27), em uma residência localizada na Rua Anatare de Melo, no bairro Paredões, em Mossoró, três quilos de crack. A casa funcionava apenas como uma “geladeira”, termo utilizado pelos traficantes para designar o local onde fica armazenada a substância ilegal. Por esse motivo, ninguém foi preso em flagrante.

A suspeita é de que são três os traficantes que estavam mantendo a droga nessa residência. O crack seria distribuído para todo o bairro Santo Antônio. O material apreendido está avaliado em aproximadamente 40 mil reais. A Polícia Civil de Mossoró segue em diligência em busca dos traficantes.

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