Estreia 1: “47 Ronins”

Kai (Keanu Reeves) é um mestiço que vive em Ako desde quando era garoto, sempre sob a proteção do lorde…

Kai (Keanu Reeves) é um mestiço que vive em Ako desde quando era garoto, sempre sob a proteção do lorde Asano (Min Tanaka). Entretanto, por mais que habite o local há muitos anos, ele nunca foi aceito por Oishi (Hiroyuki Sanada), o chefe dos samurais. Um dia, o shogun Tsunayoshi (Cary-Hiroyuki Tagawa) visita Ako e leva consigo o lorde Kira (Tadanobu Asano), que possui um pacto secreto com uma feiticeira (Rinko Kinkuchi). Juntos, eles tramam contra Asano e fazem com Oishi caia em desgraça. Um ano depois, Mika (Ko Shibasaki), a filha de Asano, está de casamento marcado com Kira. É o suficiente para que Oishi procure a ajuda de Kai, que sempre nutriu um forte sentimento por ela. A direção é de Carl Erik Rinsch. “47 Ronins” estreia nesta sexta-feira, na Sala 7 do Moviecom, Sala 7 do Cinemark, Sala 1 do Natal Shopping e nas Salas 1 e 6 do Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. Exibição em 2D, 3D, dublado e legendado. (T. O.: “47 Ronin”)

Estreia 2: “A Menina Que Roubava Livros”

Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel (Sophie Nélisse) e o irmão para um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro, mas o garoto morre no trajeto. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo (Geoffrey Rush), um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Já alfabetizada, Liesel sobrevive graças à literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A direção é de Brian Percival. “A Menina Que Roubava Livros” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Moviecom, Sala 2 do Cinemark, Sala 4 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “The Book Thief”)

Filme da Semana: “O Lobo de Wall Street”

Quem se dispõe a assistir um filme de Martin Scorsese sempre pode esperar uma obra polêmica. Afinal de contas, quer um exemplo mais polêmico que o magnífico “A Última Tentação de Cristo”? Como não poderia deixar de ser, “O Lobo de Wall Street” também traz suas polêmicas, principalmente no que diz respeito ao homem que está sendo retratado, o próprio Lobo.

“O Lobo de Wall Street” traz como personagem principal Jordan Belfort, um corretor de ações picareta, que ganhou milhões de dólares em operações fraudulentas, ou, no mínimo antiéticas, sendo investigado pelo FBI, a Polícia Federal americana, e após condenado, passou menos de dois anos em uma prisão federal. Hoje ele vive de sua fama, apresentando palestras motivacionais mundo afora – e seu mercado deverá crescer muito após este filme.

Na história levada às telas, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) era um jovem aspirante a corretor quando conseguiu emprego em uma corretora de Wall Street, onde esforçou-se bastante para progredir, seguindo fielmente os ensinamentos de seu nada ortodoxo mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente conseguiu ser efetivado como corretor da firma, aconteceu o Black Monday, em outubro de 1987, que fez com que as bolsas de vários países desabassem, deixando o mundo das finanças em pânico.

Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não são negociados na bolsa de valores, apelidados de penny stock. Para sua surpresa, a taxa de corretagem para esse tipo de negócio é altíssima, e ele começa a ganhar uma pequena fortuna com isso.

É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, convidando Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos em que vendia carne de porta em porta, criando a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer. Ele não se importa muito com os pequenos poupadores que explora, pois o seu objetivo é sempre ganhar mais dinheiro.

Alçando voos mais altos, ele entra em Wall Street, graças a um lançamento de ações fraudulento, processo chamado de IPO, semelhante a uma empresa brasileira de petróleo que vendeu milhões de ações sem ter furado um único poço, e que hoje valem uma fração do preço original.

Investigado pelo incorruptível agente do FBI Patrick Denham (Kyle Chandler), Belfort tenta de tudo, persuasão, suborno, maquiagem de documentos, evasão de dinheiro para uma conta na Suíça, um acordo com a CVM de lá que ele mesmo não cumpre, mas termina atrás de grades – por pouquíssimo tempo, dado a gravidade das consequências de suas ações.

O filme despertou indignação em muita gente que foi prejudicada por Belfort ou por assemelhados. As vítimas reclamam da glamourização dada ao vigarista, sem nunca mostrar o dano que causou. No Brasil, o poupador usa caderneta de poupança e fundos de investimentos, mas nos Estados Unidos, o cidadão comum investe muito na Bolsa de Valores. Assim, pessoas perderam todas as suas economias, acreditando na lábia de Belfort, comprando ações de empresas de fundo de quintal, ou que nem existiam fora do papel.

Outro aspecto negativo foi a exposição excessiva dos vícios do protagonista e seus associados, com muitas cenas usando drogas, bebidas, mulheres de programa (há até uma escala de qualidade que varia com o preço), e todo tipo de esbórnia.

Não é que o cinema deva ser moralizador, isso é função da família. Contudo, vivemos em uma época em que ser bem sucedido é ter dinheiro, usar roupas caras, desfilar com carrões e ao lado de mulheres jovens e bonitas. Quando se apresenta um vigarista como Belfort com tamanha exposição, é como se fosse um outdoor dizendo “seja rico, não importa como”.

O filme é muito bem feito – é um Scorsese legítimo – com ótimas atuações, que já renderam um Globo de Ouro para Leonardo DiCaprio, e cinco nomeações para o Oscar, incluindo a de Melhor Filme. Contudo, o espectador deve ficar prevenido que há várias cenas de nudez, sexo e uso de drogas. Aliás, na primeira cena do filme, o protagonista cheira cocaína usando a bunda de uma mulher como apoio. Indicado realmente para adultos.

“Ovelha Negra”

Ellis Whitman (Graham Phillips), um menino de 15 anos, parece ser o membro mais adulto da uma excêntrica família. Sua mãe “new age” (Vera Farmiga), namora um malandro (Justin Kirk). Seu pai (Ty Burrell) saiu de casa anos atrás e agora tem uma nova família. E seu guardião pouco convencional: estranho, maconheiro e conhecido como ‘Homem Cabra’, é quem ensina a ele o significado de compromisso e estabilidade. Quando o adolescente é aceito em uma universidade na Costa Leste, grandes mudanças acontecem em sua vida. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Goats”)

“Caminho Para o Coração”

Em Salt Lake City vive uma família composta por Peter (John Krasinski), sua esposa Julie (Rosemarie DeWitt) e os filhos. Eles decidem aceitar como hóspede Martine (Olivia Thilby), garota que está trabalhando na captação de som para um filme, e precisa da ajuda de Peter. Aos poucos, os dois ficam cada vez mais próximos, e Julie teme que seu marido comece a traí-la. Ao mesmo tempo, a própria Julie encontra um homem interessado nela. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Nobody Walks”)

“O Despertar dos Deuses”

Um jovem aprendiz de arqueólogo entra de cabeça em uma perigosa expedição nas areias ancestrais do Egito. Fugindo de armadilhas mortais e monstros de outras eras, a expedição descobre um segredo mais antigo do que a história e uma ameaça além da imaginação. Aqueles que estavam adormecidos agora acordaram. Os deuses estão entre nós. E a contagem regressiva para o fim do mundo começou. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Prisoners of the Sun”)

“Globo de Prata”

Um pequeno grupo de exploradores cósmicos deixa a Terra para encontrar a liberdade e começa uma nova civilização. O que eles não conseguem perceber é que dentro de si mesmos carregam o fim de seu próprio sonho. Muito tempo depois, seus descendentes vivem em uma cultura primitiva onde criaram seus próprios mitos e costumes. Dividida em diversas classes e agora escravizada, esta nova sociedade espera a vinda de um messias. Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 2.0. (T. O.: “Na Srebrnym globie”)

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