Estreia 1: “Confissões de Adolescente”

Paulo (Cássio Gabus Mendes) está passando por dificuldades financeiras para sustentar as quatro filhas, Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Bella Camero),…

Paulo (Cássio Gabus Mendes) está passando por dificuldades financeiras para sustentar as quatro filhas, Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Bella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Karina (Clara Tiezzi), depois que anunciaram um novo aumento no aluguel.

Quando ele avisa que eles precisam se mudar do apartamento onde vivem, na Barra, elas se comprometem em ajudar de alguma forma, começando a cortar despesas bobas e ajudando nas tarefas domésticas. Mas, enquanto precisam lidar com essa novidade, o quarteto tem ainda outras experiências típicas, relacionadas à idade de cada uma delas. Apesar dos conflitos, a união entre elas permanece e as experiências, ao que tudo indica, irão contribuir ainda mais para manter a família unida. A direção é de Daniel Filho e Cris D’Amato. “Confissões de Adolescente” estreia nesta sexta-feira, na Sala 2 do Cinemark, e na Sala 2 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Confissões de Adolescente”)

 

Estreia 2: “De Repente, Pai”
David (Vince Vaughn) já passou dos 40 anos de idade, mas ainda leva a vida de um jovem inconsequente. Quando a namorada engravida, ele se lembra de seu passado, quando vendia esperma para clínicas de fertilidade. Ao pesquisar um pouco, descobre ter sido pai de 533 crianças. Ele passa a enfrentar problemas quando algumas dezenas destas crianças, já crescidas, passam a sentir a enorme necessidade de conhecer quem é seu pai biológico. A direção é de Ken Scott. “De Repente, Pai” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Cinemark, e na Sala 3 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Delivery Man”)

 

Estreia 3: “Ajuste de Contas”
Henry “Razor” Sharp (Sylvester Stallone) e Billy “The Kid” McDonnen (Robert de Niro), dois pugilistas de Pittsburg, são famosos pela feroz rivalidade entre si. Cada um venceu uma disputa direta durante o seu apogeu, mas, em 1983, às vésperas da terceira e decisiva luta, Razor anuncia repentinamente sua aposentadoria, recusando-se a explicar o motivo, e na prática encerrando as duas carreiras. Trinta anos depois, o promotor de boxe Dante Slate Jr., enxergando a possibilidade de lucro alto, faz uma oferta que eles não podem recusar: voltar aos ringues e ajustar as contas de uma vez por todas. A direção é de Peter Segal. “Ajuste de Contas” estreia nesta sexta-feira, na Sala 5 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. Cópia Dublada. (T. O.: “Grudge Match”)

 

Estreia 4: “Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal”
Jesse (Andrew Jacobs) e Hector (Jorge Diaz) são grandes amigos, que acabaram de se formar no ensino médio. Fascinados em filmar com uma câmera portátil tudo o que acontece à sua volta, eles ficam intrigados ao ouvir sons estranhos vindos do apartamento de baixo da casa de Jesse. Lá vive Anna (Gloria Sandoval), uma senhora que tem fama de ser uma bruxa. Não demora muito para que os amigos passem a atormentá-la, o que faz com que Jesse seja ameaçado por ela. A súbita morte de Anna faz com que aumente ainda mais a curiosidade dos amigos, que decidem invadir a casa dela, mesmo estando lacrada pela polícia. É quando percebem que Anna pertencia a uma estranha seita, que tinha Jesse entre seus alvos. A direção é de Christopher Landon. “Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal” estreia nesta sexta-feira, na Sala 1 do Cinemark, e na Sala 1 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Paranormal Activity: The Marked Ones”)

 

“O Último Elvis”
O cantor Carlos Gutiérrez (John McInerny) é cover de Elvis e sempre viveu a vida do grande astro do rock como se fosse ele próprio reencarnado, negando a si mesmo. Só que ele se aproxima da idade que Elvis tinha ao morrer, e seu futuro se mostra vazio. Uma situação inesperada acaba por obrigá-lo a cuidar da sua filha Lisa Marie (Margarita Lopez), uma menina pequena que ele quase não vê. Nos dias em que fica com ela, Carlos experimenta ser realmente um pai e Lisa aprende a aceitá-lo como tal. Mas o destino lhe apresenta uma difícil decisão: em uma viagem de loucura e música, Carlos deverá escolher entre seu sonho de ser Elvis e sua família. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “El Ultimo Elvis”)

“Camille Outra Vez”
Camille tinha dezesseis anos quando conheceu Eric. Eles se apaixonaram e tiveram uma filha, porém, vinte e cinco anos depois, o casamento acaba e Eric a abandona por uma mulher mais jovem. Na noite de 31 de dezembro Camille, de repente, se vê novamente em seu passado, onde reencontra seus pais, seus amigos, sua adolescência e Eric. Será que ela vai tentar escapar de seu destino e mudar a vida dos dois? Ou será que ela vai amar de novo mesmo já sabendo o final de sua história? Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Camille Redouble”)
“Uma Garrafa no Mar de Gaza”
Tanto Tal (Agathe Bonitzer) quanto Naïm (Mahmud Shalaby) nasceram em um terreno de terra queimada, onde os pais costumam enterrar seus filhos. Entretanto, as vidas deles são bem diferentes. Tal tem 17 anos, é judia e mora em Jerusalém, enquanto que Naim tem 20 anos, é palestino e mora em Gaza. Apenas 60 milhas os separam em relação à distância, mas o histórico de guerra entre os povos é um grande complicador. Só que uma garrafa jogada ao mar pode mudar a situação entre eles, trazendo forças para que suportem esta dura realidade. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Une Bouteille à la Mer”)

“Titeuf – O Filme”
O que está acontecendo? Nadia está para comemorar seu aniversário e Titeuf, que pensava ser seu amigo, não foi convidado para a festa. Será que ela esqueceu dele ou foi de caso pensado?  Se esse fosse o único problema na vida desse divertido personagem, tudo estaria ótimo. O caos domina a vida de Titeuf, depois que ele percebe o quanto os adultos podem ser chatos e complicar tudo. Entre visitas à casa de sua avó no interior, consultas com seu terapeuta e importantes reuniões no playground, Titeuf tenta entender o que se passa em sua vida e, mais importante de tudo, como conseguir um convite para a festa de Nadia! Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Titeuf”)

 

O que está em cartaz
Com as férias escolares em pleno vapor, os títulos em cartaz privilegiam o público infanto-juvenil. As estreias são o nacional “Confissões de Adolescente”, o romance “De Repente, Pai”, o drama “Ajuste de Contas”, e o terror “Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal”. Teremos ainda a pré-estreia de “Muita Calma Nessa Hora 2″ e “Caminhando Com Dinossauros”. Continuam em cartaz a animação “Frozen – Uma Aventura Congelante”, e a comédia nacional “Até Que a Sorte Nos Separe 2″. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe o drama “Álbum de Família”, “O Hobbit: A Desolação de Smaug”, e o drama francês “Bastardos”, na Sessão Cine Cult. Na seção Filme da Semana, resenha do filme “O Mordomo da Casa Branca”.

 

Filme da Semana: “O Mordomo da Casa Branca”

Filmes sobre preconceito racial nos Estados Unidos são frequentes, mas, estranhos para nós, brasileiros, pois a nossa realidade está muito mais ligada às diferenças sociais do que à cor da pele. Por lá as coisas foram – e ainda são – bem diferentes. Uma interessante visão da história americana recente pode ser vista através do filme “O Mordomo da Casa Branca”, que passou desapercebido em nossos cinemas.

A história mostrada na telona é inspirada – não é uma biografia – na vida de Eugene Allen, um afro-americano nascido na Virginia, e que trabalhou 34 anos na Casa Branca, chegando ao posto de mordomo de vários presidentes.

No filme, o jovem Cecil Gaines presencia o pai ser morto pelo proprietário da fazenda de algodão em que trabalhava. A mãe enlouquece após o fato, e percebendo o desespero do menino e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um “nigger house”, um criado doméstico, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados.

Anos mais tarde, já rapaz, Cecil (Forest Whitaker) foge da fazenda e vai para a cidade, onde consegue trabalhar em um hotel.

Seguindo os conselhos de seu mentor Maynard (Clarence Williams III), ele aprende a “ser invisível” e “adivinhar as necessidades” das pessoas a quem serve. Essas habilidades o levarão a ser convidado para trabalhar na Casa Branca, em 1952, ao lado de outros afro-americanos como Howard (Terrence Howard) e James Holloway (Lenny Kravitz).

Essa posição o fará acompanhar de perto a vida de vários presidentes: Eisenhower (Robin Williams), John Kennedy (James Marsden), Lyndon Johnson (Liev Schreiber), Richard Nixon (John Cusack), Gerald Ford, Jimmy Carter e Ronald Reagan (Alan Rickman).

Nos trinta e quatro anos em que trabalhou lá, Eugene foi testemunha de muitos eventos que agitaram os Estados Unidos e o mundo, como a luta pelos direitos civis dos negros, a crise dos mísseis de Cuba, o assassinato de Kennedy, a guerra do Vietnã, o escândalo de Watergate e a renúncia de Nixon, e outras turbulências, como os atos dos Panteras Negras, movimento de luta armada dos anos 70.

Mas, se a eficiência de Cecil lhe servia bem na Casa Branca, trazia-lhe problemas domésticos, pois a ausência de casa gerou problemas com a mulher, Gloria (Oprah Winfrey), assediada pela bebida e por um amigo mal intencionado, Carter (Cuba Gooding Jr).

O filho mais velho, Earl (Aml Ameen), não se conformava com a postura passiva do pai perante as transformações que aconteciam, e passou a participar ativamente de atos contra a segregação racial, chegando a ingressar nos Panteras Negras.

Os anos trarão sabedoria para a família Gaines, que sofrerá uma perda comum a muitas famílias americanas, causada pela horrível e inútil guerra do Vietnã. Pai e filho descobrem que desejam a mesma coisa, mas os meios para chegar a isso são diferentes.

A história mostrada nas telas culmina com a eleição de Barack Obama, o primeiro afro-americano a ser eleito para a presidência dos Estados Unidos.

O filme atraiu uma lista de notáveis de Hollywood, tanto da velha guarda quanto os que ainda estão na linha de frente de protagonistas, o que valoriza muito a história mostrada nas telas.

A recriação de época está muito boa, e certamente despertará saudades em jovens minha geração, que viveram a adolescência nos anos 70, quando as calças boca-sino conviviam com os cabelos Black Power.
Acredito que boa parte dos espectadores vai estranhar o ritmo e o desfile de fatos, seja porque são jovens e não viveram a época apresentada, ou simplesmente porque não se interessavam. A verdade é que “O Mordomo da Casa Branca” não é uma cinebiografia, muito menos um documentário, mas os grandes eventos mostrados realmente aconteceram, e influenciaram a história americana e mundial.

Contudo, se despertar o interesse das novas gerações em entender o que aconteceu na turbulenta segunda metade do século 20, talvez tenha valido à pena, para que se possa entender os valores e objetivos pelos quais se deve realmente lutar.

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