Estreia 1: “Tarzan – A Evolução da Lenda”

Após seus pais serem mortos, um bebê é criado por uma gorila, que passa a tratá-lo como se fosse seu…

Após seus pais serem mortos, um bebê é criado por uma gorila, que passa a tratá-lo como se fosse seu filho. Ao crescer ele se torna Tarzan (Kellan Lutz), o rei da selva. É quando precisa enfrentar um exército de mercenários enviado à floresta por um malvado executivo da Greystoke Energies, a empresa que um dia pertenceu aos pais de Tarzan. Para enfrentá-los ele conta com a ajuda de Jane Porter (Spencer Locke), uma jovem que chega à floresta após um acidente no avião em que estava. A direção é de Reinhard Klooss. “Tarzan – A Evolução da Lenda” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Cinemark, e na Sala 7 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 2D e 3D. (T. O.: “Tarzan”)

Estreia 2: “Caminhando Com Dinossauros”

Pela primeira vez na história do cinema, o público vai realmente ver e sentir como era quando os dinossauros dominavam a Terra. “Walking With Dinosaurs” é a experiência total de imersão, utilizando o 3D para colocar o público no meio de um mundo emocionante e épico pré-histórico, onde um dinossauro indefeso se tornará o herói. Baseado na série de TV enorme sucesso e no show, que já arrecadou mais de US$ 250 milhões em bilheteria em todo o mundo. A direção é de Barry Cook. “Caminhando Com Dinossauros” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Cinemark, e na Sala 6 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 3D. (T. O.: “Walking With Dinosaurs”)

Estreia 3: “Muita Calma Nessa Hora 2″

Três anos após a viagem de Búzios, as quatro amigas se encontram no Rio de Janeiro. Estrella (Débora Lamm) acaba de voltar da Argentina, Aninha (Fernanda Souza) está indecisa com a consulta de uma vidente, Tita (Andréia Horta) voltou da Europa em busca de um trabalho como fotógrafa, e Mari (Gianne Albertoni) está trabalhando na produção de um festival de música. Juntas novamente, elas vão embarcar em novas aventuras. A direção é de Felipe Joffily. “Muita Calma Nessa Hora 2″ estreia nesta sexta-feira, nas Salas 2 e 6 do Cinemark, e na Sala 4 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Muita Calma Nessa Hora 2″)

Estreia 4: “Azul é a Cor Mais Quente” (Sessão Cine Cult)

Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. “Le Bleu est une Couleur Chaude” é uma adaptação das histórias em quadrinho homônimas, escritas e desenhadas por Julie Maroh, e publicadas em 2010. A direção é de Abdellatif Kechiche. “Azul é a Cor Mais Quente” será exibido na terça-feira (21/01) e quinta-feira (23/01), na Sala 3 do Cinemark, na sessão de 21h50. Classificação indicativa 18 anos. (T. O.: “La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2″)

Filmes da Semana: “De Repente, Pai” e “Rush – No Limite da Emoção”

O que você faria se descobrisse ser pai de 533 filhos? Este é o tema de “De Repente, Pai”, um filme que é anunciado como comédia, embora trate de um extremamente delicado e importante, sobre qual é o verdadeiro papel da paternidade.

O filme em cartaz, “De Repente, Pai”, é na verdade uma refilmagem da produção canadense “Meus 533 Filhos” (“Starbuck”), de 2011, ambos dirigidos por Ken Scott. É curioso uma refilmagem em tão pouco tempo, mas, como o filme original é falado em quebecois, o francês canadense, é natural que se quisesse fazer uma versão falada em inglês para o mercado americano, pouco habituado a ler legendas. E, acreditem se quiserem, foi feita mais uma versão, francesa (!), com o título “Fonzy”.

As versões são idênticas, centradas no personagem David Wozniak (Vince Vaughn, na versão americana, Patrick Huard, na original), um boa-vida que quando jovem ganhava dinheiro doando esperma para um banco de fertilização.

Vinte anos depois, David continua na mesma atitude em relação à vida, o que lhe causa sérios problemas com a atual namorada, Emma (Cobie Smulders), uma policial séria, que descobre estar grávida, mas não considera David o pai ideal.

Ao mesmo tempo, David é informado que é objeto de uma ação judicial contra o banco de fertilização para o qual doava, e que foi usado para gerar nada menos que 533 filhos! E o problema é que 142 destes jovens queriam conhecer a identidade de seu pai biológico.

A princípio assustado pela repercussão da notícia, David fica curioso sobre os seus “filhos” e resolve conhece-los, sem se identificar. As surpresas são muitas, como a garota ex-viciada em drogas, o garçom que aspira ser ator, o garoto com paralisia cerebral, e muitos outros. Aos poucos, ele vai percebendo a beleza de ser pai, enquanto luta com problemas financeiros, desavenças familiares e as dificuldades com a namorada.

Apesar do roteiro sem novidades e um final previsível, o filme traz uma provocação interessante: o que é ser pai? No nosso paraíso tropical ser pai biológico implica na responsabilidade legal, por isso a história não aconteceria aqui. Mas, o fato de saber que um ser é parte sua sempre deve ser emocionante, a menos que a pessoa seja desses que se resumem a si mesmos.

Mas, e o que cria? No filme não fica claro a relação com os pais de criação, mas a busca pela origem despertou no protagonista um orgulho pela sua “prole” e o desejo de ser pai em todos os sentidos, na geração e criação. Num processo inverso ao natural, foram os filhos que educaram e amadureceram o seu pai.

As duas versões são muito parecidas, embora Vince Vaughn seja aquele ator de um personagem único. Para quem quer conhecer o francês que se fala no Canadá é uma boa oportunidade, embora eu só tenha entendido meia dúzia de falas, mesmo tendo estudado quatro anos da língua de Victor Hugo e Jules Verne.

Outro filme que me encantou neste final de semana foi “Rush – No Limite da Emoção”, que trata da rivalidade entre os pilotos de Fórmula 1 James Hunt e Nikki Lauda no campeonato de 1976, um dos mais marcantes de toda a história do esporte.

O filme mostra um pouco dos antecedentes dos dois pilotos, quando ainda eram novatos nas competições de base. James Hunt, vivido pelo “Thor” Chris Hemsworth, já andava sempre às voltas com a velocidade, mulheres e bebidas, não necessariamente nesta ordem, enquanto o austríaco Nikki Lauda (Daniel Brühl) investia sério em sua carreira com muita técnica e planejamento.

Com diferentes meios, os dois pilotos conseguem penetrar no seleto mundo da Fórmula 1, numa época onde os riscos faziam parte da emoção do esporte, os acidentes eram frequentes, e pelo menos dois pilotos morriam cada ano.

O campeonato de 1976 foi disputadíssimo, com Hunt e Lauda revezando-se nos primeiros lugares, com vantagem para o austríaco, até que este sofreu um sério acidente em Nurburgring, na Alemanha, onde seu carro incendiou-se, e ele ficou preso nas ferragens por vários minutos, quase perdendo a vida e sofrendo muitas queimaduras.

Com muita determinação, Lauda retornou ao campeonato 42 dias depois do acidente, o que alimentou mais a atenção do mundo do automobilismo, numa disputa que só seria decidida nos minutos finais da última corrida da temporada.

Embora o filme focalize dos dois pilotos, aquela época a Fórmula 1 tinha grandes nomes em atuação, como Clay Regazzoni, Mario Andretti, Jacques Laffite, e quatro brasileiros: Emerson Fittipaldi, Ingo Hoffmann, Alex Dias Ribeiro e José Carlos Pace. Fittipaldi, de certa forma, contribuiu para a permanência de James Hunt na Fórmula 1, já que foi a vaga do brasileiro na McLaren que Hunt ocupou quando Emerson foi para a Copersucar.

Outro ponto interessante do filme é a questão da segurança dos pilotos, à qual não se dava muita importância na época, e que, a partir de 1976, passou a ser reformulada, com exigências de condições mais seguras das pistas e restrições mais rígidas para os carros.

Não há como não perceber uma certa simpatia na forma como Lauda é mostrado no filme, com seu jeito de bom moço, fazendo tudo certinho, enquanto Hunt é mostrado num retrato bem fiel, com um estilo de vida de bon vivant. Mas, como o próprio Lauda testemunha, apesar da rivalidade, Hunt era quem ele mais respeitava no ambiente da Fórmula 1. Quase não é lembrado seu ato de heroísmo, no acidente no GP da Itália, em 1978, em que morreu Ronnie Peterson, e Hunt ajudou a retirar o piloto sueco do carro ainda em chamas.

Tecnicamente, “Rush – No Limite da Emoção” traz uma recriação de época perfeita, com boas atuações (embora Hemsworth sempre pareça ser o Thor perdido na Terra), e com um roteiro tão bem feito, que mesmo tratando-se de fatos bem conhecidos, acompanhados pela maioria das pessoas, ainda consegue manter presa a atenção do espectador até os minutos finais.

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