Estudante de 14 anos é o primeiro a testar a versão 2.0 do Google Glass no Brasil

Primeiro a usar a tecnologia em Brasília, garoto faz sucesso na escola

Estudante posa com a novidade tecnológica. Foto: Divulgação
Estudante posa com a novidade tecnológica. Foto: Divulgação

O estudante brasiliense Tiago Amorim, de 14 anos, é o primeiro na capital federal a testar a versão 2.0 do Google Glass, o óculos supertecnológico que tira fotos, acessa a internet, faz ligações, entre outros recursos. Outras duas pessoas usam o dispositivo em Brasília, porém da versão 1.0.

O jovem se tornou desenvolvedor da Google após ter criado um aplicativo de andróide para o seu blog de tecnologia e mandou um e-mail para a companhia pedindo o direito de comprar os óculos para testá-lo no Brasil. Com o pedido aprovado, a empresa mandou o aparelho para um amigo dele que mora em Miami, que trouxe o equipamento para o estudante em Brasília no último dia 13. O dispositivo custou U$ 1,5 mil.

“O aparelho ainda não é vendido para o público geral, por isso a gente testa. Se tiver algum erro de sistema, você reporta para a Google. Quando for lançado comercialmente, esses erros já estarão resolvidos”.

O estudante diz que já está pensando em desenvolver um aplicativo do seu blog para o Google Glass. Os óculos podem ser controlados por movimentos na cabeça e comando de voz.

“Se você mexe a cabeça para cima ele mostra as horas e uma frase com OK Glass escrito. Aí você fala essa frase e aparecem todas as opções como tirar foto, gravar vídeo, mandar mensagem, responder e-mails. Se você quiser ir a algum lugar, ele te dá uma opção de GPS”.

Em lugares de extremo barulho, em que não é possível reconhecer a voz do usuário, há um dispositivo sensível ao toque pelo qual o aparelho também pode ser controlado.

Na escola, o jovem já virou celebridade por causa dos óculos tecnológicos. Ele diz que todos querem saber sobre o aparelho e pedem para experimentar.

“Em 100% dos lugares que eu vou, as pessoas perguntam, pedem para tirar foto com ele. Aí eu dou o cartão do meu blog para eles”.

O estudante diz que o aparelho o ajuda nas aulas, porque permite que ele faça pesquisas durante as explicações dos professores.

“Eu acompanho melhor a aula que rende mais. É uma base de informação muito grande, posso pedir para o professor se eu posso gravar a aula ou tirar a foto de uma tabela no quadro, sem precisar copiar no meu caderno”.

De acordo com o pai do adolescente, Fábio Andrade, o estudante ganhou o primeiro computador aos quatro anos e desde muito cedo demonstrou interesse por assuntos tecnológicos.

“No início eu achei que seria passageiro, mas ele começou a investir nisso, viaja, faz cursos. Fico orgulhoso pela curiosidade e interesse dele. Eu o incentivo, dou os meios para ele se desenvolver mais”.

Google Glass

O Glass liga sozinho quando você o coloca no rosto. Naquela telinha, no canto superior direito, você enxerga (bem) as funcionalidades do aparelho. Vale dizer que esta tela pode ser sincronizada com o smartphone, via bluetooth. E aí ambas exibem a mesma coisa.

Na tela, ele exibe o que precisa ser dito. Para “desbloquear”, basta dizer em voz alta “OK GLASS”. Pronto, ele abre. E as demais funções podem ser executadas da mesma forma: “TAKE A PICTURE” (tire uma foto, em inglês), ou “RECORD A VIDEO” (grave um vídeo, também no idioma britânico) são algumas delas.

A bateria tem cerca de 5 a 6 horas de autonomia. Fotos não consomem muito. Mas, se filmar muito, essa durabilidade pode cair bastante e dura cerca de 45 minutos.

Fonte:R7

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