Estudante russo que matou dois em colégio queria “ver reação das pessoas”

Sergei Goréyev deu entrevista a um jornal russo e disse que não queria matar o professor e o policial; segundo ele, a intenção era se matar e ver o que aconteceria depois

Membro das forças de segurança russas usa detector de minas e metais próximo ao prédio de escola onde ocorreu o tiroteio, em Moscou. Estudante do ensino médio matou um professor e um policial a tiros e fez mais de 20 alunos reféns em uma sala de aula nesta segunda-feira, antes de ser desarmado e detido, informou a polícia. 3/2/2014. Foto: Maxim Shemetov / Reuters
Membro das forças de segurança russas usa detector de minas e metais próximo ao prédio de escola onde ocorreu o tiroteio, em Moscou. Estudante do ensino médio matou um professor e um policial a tiros e fez mais de 20 alunos reféns em uma sala de aula nesta segunda-feira, antes de ser desarmado e detido, informou a polícia. 3/2/2014. Foto: Maxim Shemetov / Reuters

O estudante russo que matou duas pessoas e sequestrou 24 colegas em seu próprio colégio no começo de fevereiro conversou com o jornal Izvestia, da Rússia, nesta segunda-feira, e afirmou que queria ver como as pessoas reagiriam às suas ações. “Não queria matar ninguém, queria morrer. Tinha curiosidade de saber o que acontece depois. O que há depois da morte. Também queria ver como as pessoas reagem ao que faço. Vim para me matar”, afirmou Sergei Gordéyev, que está preso.

O estudante de 15 anos, que protagonizou o primeiro tiroteio em um colégio na história da Rússia, também contou que não tinha intenção de matar o professor de geografia. “Não tinha problemas com Andrei Nikoláevich (Kirílov, o professor assassinado). Pelo contrário, tínhamos boa relação. Quando se dirigiu a mim lhe disparei, nem sei por que, talvez para que ninguém achasse que não era capaz de disparar”, afirmou.

Gordéyev mostrou arrependimento por ter matado duas pessoas (o professor e um policial), mas se negou a responder perguntas sobre seus pais e sobre a espingarda e a carabina de caça que levou para o colégio. “Arrependo-me de todo o coração, mas não pedirei perdão a Deus, porque não acredito nele. Entendo que vão me julgar e me prender por muito tempo. Não farei nada, mas não deixem uma pistola carregada a meu lado, sei para onde mandar a bala”, disse.

O colegial deu pelo menos 11 tiros com a espingarda e manteve 24 pessoas sequestradas no dia 3 de fevereiro em uma das salas de aula de sua escola de Moscou, antes de se entregar aos policiais.

 

Fonte: Terra

Compartilhar:
    Publicidade