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Eventos de março demonstraram força do PMDB no Estado

Data: 23 março 2013 - Hora: 12:52 - Por: Portal JH

Se houvesse um prêmio para o partido que demonstrou força neste mês em nível local, dificilmente alguém tiraria o troféu das mãos do PMDB. Não era para menos. Em março, os peemedebistas fizeram grandes eventos que, além de comemorar os vários anos de história do partido (faz 47 anos neste final de semana), também demonstraram a sua força e ressaltando que o Rio Grande do Norte, com ele, está mais influente no cenário nacional.

Para contextualizar isso, é preciso voltar ao início do mês, quando empresários e federações locais fizeram um jantar em homenagem ao deputado Henrique Eduardo Alves, que no mês anterior foi eleito o presidente da Câmara Federal, em Brasília. No jantar, peemedebistas de vários tempos e linhas de atuação. Desde os mais radicais, que defendem candidatura própria do partido em 2014, a aqueles que têm uma postura mais tranquila, que preferem aguardar a recuperação ou não do governo Rosalba Ciarlini para tomar qualquer decisão.

Esse evento já foi interpretado por muitos como uma demonstração clara da força do partido. Afinal, até a governadora, que tradicionalmente é a última autoridade a discursar em todos os eventos oficiais que participa, abriu mão na oportunidade para deixar o presidente da Câmara Federal fechar a noite de discursos. E ele fez isso, claro, dizendo que o PMDB podia fazer mais – e faria mais – pelo Estado, diante do poder de influência que passaria a ter em Brasília.

E para quem não acreditava que o que Henrique falava era verdadeiro e viável, Henrique tratou de anunciar quatro conquistas para o Rio Grande do Norte. Pleitos antigos que ele “capitalizou” por meio de suas articulações na capital federal, como, por exemplo, a duplicação da BR 304, que liga Natal a Mossoró. Se ainda restassem dúvidas sobre as palavras de Henrique, bastava observar a lista de convidados ilustres do evento: nada menos que sete ministros de Estado e um vice-presidente da República (que acabou não ido para a homenagem, exclusivamente, devido a um mal tempo que o impediu de viajar para Natal).

Se não fosse suficiente, no dia útil seguinte, Henrique concedeu uma entrevista coletiva e fez duras críticas a gestão estadual, classificada por ele como isolada, concentradora e centralizadora. Isso mostrou que o partido não era só mais um membro da base aliada governista. E a pressão foi tamanha que a governadora não teve qualquer resposta. Pelo menos, não publicamente. Rosalba Ciarlini simplesmente se fez de desentendida e viajou com o deputado para Brasília, para compromissos políticos e a busca recursos junto ao Governo Federal.

No final de semana seguinte, Henrique e Garibaldi Filho se reuniram com José Agripino para discutir eventuais mudanças no Governo Rosalba Ciarlini. Nomes considerados pelos peemedebistas como “consensuais” foram indicados e aceitos pela governadora Rosalba Ciarlini, que providenciou uma reforma administrativa para atender os conselhos dos líderes do PMDB.

O Governo do DEM deu posse aos três novos secretários em um evento no centro administrativo onde, em praticamente todos os discursos, foi citada a importância dos peemedebistas Henrique e Garibaldi, na condição de ministro de Estado, para que o Rio Grande do Norte consiga se recuperar. Mais um ponto positivo para o PMDB.

Para completar a relação de eventos de demonstração de influência, o partido comemorou os 47 anos de história com uma cerimônia antecipada realizada na Câmara Municipal de Natal. Na oportunidade, mais uma vez, o partido foi comemorado devido ao momento histórico que vive e o que pode fazer pelo RN.

PT COMPLACENTE

O PMDB em março, por sinal, mostrou que é tão importante que conseguiu até mesmo alterar discursos de petistas considerados radicais. Sobretudo, depois dos eventos e da presença do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, que visitou Natal no início do mês e afirmou que não viu problemas entre a aliança PMDB e DEM no Estado e, inclusive, esperava a união do PT com o PMDB em 2014.

O vereador Fernando Lucena, também do PT, afirmou em fevereiro que via, pelo menos, com insatisfação o estilo peemedebista de negociar cargos com o DEM para se manter na base aliada do Governo Estadual. Em março, porém, revelou que os petistas vão se buscar o apoio do PMDB para as eleições de 2014, como forma de fazer chapas que ressaltem a base aliada do Governo Dilma Rousseff em nível federal. Para isso, claro, primeiro o partido deveria romper com o Democrata.

NADA É PERFEITO

Março ainda não acabou mas já é possível dizer que o mês não será perfeito para o PMDB por um fato, no político, mas investigativo, que ocorreu já nesta semana: a operação Cactus, que cumpriu mandatos de busca e apreensão na casa do secretário-geral do partido no RN, Elias Fernandes, “afilhado político” de Henrique Alves. O deputado, por sinal, fez questão de dizer que a busca pode até ter haver com as investigações no Departamento de Obras Contra a Seca (Dnocs), onde Elias foi diretor-geral, mas que o afilhado não era investigado pelo caso.

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