Ex-deputado condenado no mensalão irá trabalhar em hospital por R$ 7.500 mensais

Segundo o advogado José Antônio Álvares, que representa o ex-deputado, Henry receberá R$ 7.500 mensais e poderá trabalhar nos dias úteis das 7h às 17h

O ex-deputado renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados no mês passado. Foto:Divulgação
O ex-deputado renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados no mês passado. Foto:Divulgação

Condenado a sete anos e dois meses de prisão no processo do mensalão, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP-MT) conseguiu nesta quarta-feira (8) autorização da Justiça para trabalhar fora da prisão.

Após audiência na Vara de Execuções Penais no fórum de Cuiabá, Henry foi autorizado, como havia solicitado, a trabalhar como coordenador de clínica médica no hospital particular Santa Rosa, na capital de Mato Grosso.

Segundo o advogado José Antônio Álvares, que representa o ex-deputado, Henry receberá R$ 7.500 mensais e poderá trabalhar nos dias úteis das 7h às 17h. Ele poderá deixar o presídio a partir desta quinta-feira (9).

Henry, de acordo com o defensor, é médico com especialização em anestesia, perícia médica legal e medicina hiperbárica (tratamento baseado no uso de oxigênio puro para cicatrização de feridas e combate a infecções).

Condenado à prisão em regime semiaberto por corrupção e lavagem de dinheiro, Henry está detido no anexo da penitenciária central de Mato Grosso, em Cuiabá. Com a decisão do juiz Geraldo Fidélis, tem agora permissão para ficar fora da unidade a partir das 6h, voltando às 19h. Poderá ainda se ausentar aos sábados até as 14h e deverá passar domingos e feriados na unidade.

A Justiça fixou outras condições que são praxe no regime semiaberto, como proibição de ingerir bebidas alcoólicas e comprovação do trabalho na função solicitada. Determinou ainda o uso de tornozeleira eletrônica durante o período fora da prisão, mas o Estado de Mato Grosso ainda não usa esse equipamento.

Henry era líder do PP quando a Folha revelou o mensalão, em 2005. A maioria dos ministros entendeu que ele participou das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do valerioduto para o PP e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.

O ex-deputado renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados no mês passado, minutos após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar o início do cumprimento de sua pena.

Fonte:FSP

Compartilhar:
    • JAIRO DE SOUSA ABEL

      Seria mais educativo se o mensaleiro prestasse serviço numa unidade pública de saúde, somente assim perceberia o mal que os desvios de recursos causam a sociedade.