Ex-musa do telejornal brasileiro, Valéria Monteiro, está de volta à telinha

Apresentadora comanda o especial ‘O Show da Vida É Fantástico’, que comemora os quatro anos do canal

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Afastada da TV há anos, Valéria Monteiro está de volta. Nem ela esperava que o retorno seria de uma maneira tão surpreendente. A partir de hoje, às 23h, no Viva, a apresentadora que já foi a musa do telejornalismo da Globo no fim dos anos 80 comanda o ‘O Show da Vida É Fantástico’, especial em 20 episódios com os clipes que marcaram a história do programa dominical. A atração faz parte das comemorações dos quatro anos do canal.

“Me diverti muito. Estou aproveitando a adulação do momento. Não sentia falta, não. Mas não digo que não é bom, porque cada coisa tem seu lado bom”, diz Valéria, que aceitou na hora o convite de sua antiga chefe no jornalismo, Letícia Muhana, atual diretora do Viva. “Aprendi muito com ela. Letícia disse que só eu poderia apresentar o programa”.

No especial, Valéria recebe convidados como os cantores Sidney Magal, Guilherme Arantes, Biafra, Marina Lima e Wanderléa para um bate-papo sobre os clipes que fizeram sucesso no ‘Fantástico’. A apresentadora, que também ocupou a bancada do dominical, tem boas recordações: “Me lembrei do clipe da Marina (‘Uma Noite e Meia’). Ela era uma menina ainda, bem rock’n’roll.”

Aos 49 anos, Valéria está tão empolgada com esse retorno temporário que considera a possibilidade de voltar ao vídeo em definitivo. “Faria outro programa, sim. Mas tudo depende da proposta. Tem que combinar o meu desejo com a oportunidade”, observa ela, acrescentando que não tem nada acertado com o Viva para um próximo trabalho.

Primeira mulher a ocupar a bancada do ‘Jornal Nacional’, ela se orgulha da façanha histórica. “Claro que me sinto envaidecida por isso, mas acho que fui um veículo para uma conquista maior das mulheres”, avalia.

Ainda muito jovem, ela deixou a Globo no início dos anos 90, exatamente quando se destacava na carreira e sua vida pessoal era alvo de manchetes. Estava casada na época com o diretor Paulo Ubiratan, que morreu em 1998, e com quem teve uma filha, Vitória, de 24 anos. Valéria admite que sentiu a pressão: “Me afastei porque queria me reencontrar como pessoa. Entrei para a Globo com 21 anos, e aos 25 tive a minha filha. A cobrança do jornalista é muito alta. Queria ficar com minha filha, mas tive pouco tempo de licença-maternidade. Acabei me separando do pai dela. Isso tudo me trouxe a necessidade de ir para um lugar onde pudesse sair a pé, com tranquilidade, sem ser reconhecida. Passei por crises pessoais e familiares em público”, desabafa.

Até o título de musa foi pretexto para mudar. “Só quem chega à fama sabe o peso que ela tem. Mas hoje vejo o título como um carinho, uma honraria”, diz.

Valéria tinha acertado que seria correspondente da Globo nos EUA, mas a emissora mudou os planos. Ela foi para lá por conta própria e trabalhou na WNBC de Nova York e no canal de notícias Bloomberg. Casou-se com o americano Justin e separou-se. Após nove anos, voltou ao Brasil em 2002, depois que o atentado de 11 de setembro pôs fim ao seu projeto de uma série sobre acidentes aéreos. “Ficou pesado para mim. Mas não me arrependo. Foi mais fácil recomeçar lá do que aqui”, garante ela, que recusou propostas do jornalismo do SBT e da Record. “Estou escrevendo o roteiro de dois filmes”, adianta.

Solteira, ela diz que, se casar novamente, só se for em casas separadas. “Não tenho mais a ansiedade de encontrar alguém. Estou afetivamente resolvida”, garante.

 

Fonte: O Dia

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