Ex-Paquito vira pastor após se envolver com prostituição: “Nem Xuxa me ajudou”

Há 13 anos trabalhando com crianças carentes na África, Alexandre Canhoni faz uma balanço da carreira, das escolhas erradas e garante: "Me desfiz de tudo do meu passado"

Alexandre Canhoni, ex-paquito. Foto: Divulgação
Alexandre Canhoni, ex-paquito. Foto: Divulgação

Há 13 anos, Alexandre Canhoni trocou os palcos e a carreira musical – que começou ao lado de Xuxa como o Paquito Xandi – por uma vida religiosa e assistencialista no Níger, África.

Passados exatos vinte anos do fim do “Xou da Xuxa”, Alexandre, que hoje é pastor evangélico, diz ter orgulho da escolha que fez. “Abri mão de todos os contratos por opção própria, porque vi que ajudar o próximo é muito mais valioso do que ter fama, ouvir aplausos ou gritos de fãs. Prefiro ter a vida que tenho hoje, no anonimato da fama, mas sendo visto por Deus”, conta ele em entrevista.

“Pelo tipo de vida que eu tinha, acredito que já teria me perdido, ou até mesmo tirado minha vida, como muitos outros artistas fizeram. Se continuasse no caminho que eu estava vivendo, provavelmente não estaria vivo”, analisa.

“Experimentei maconha, e cocaína, mas pouco. Agora com prostituição me envolvi muito. Não cheguei a gastar muito dinheiro, mas tive muitas relações fora do casamento”

No Brasil para arrecadar fundos para o projeto que toca ao lado da mulher, Giovanna, no continente africano, Alexandre conta que as amizades que tinha nos anos de fama ficaram no passado. “Até hoje, ninguém do meio artístico ajuda ou ajudou o projeto. Nem a Xuxa me ajudou. Ninguém retornou meus contatos”. Atualmente, seu novo desafio é conseguir comprar automóveis para facilitar a locomoção de sua família – são 15 filhos adotivos. “Precisamos de um carro 4×4 para que não atole na areia do deserto, já que moramos no Sahara, e de um microônibus para levar as crianças à escola”, explica ele, que pede doações no site do projeto “Guerreiro de Deus”.

Desejo de fama

Com uma vida muito diferente da que levava na década de 1990 como Paquito, Alexandre relembra que a vaidade e algumas escolhas atrapalharam sua carreira. “Meus colegas de escola me indicaram para um teste quando eu morava em Belo Horizonte. Como tinha o desejo de ser famoso, comecei a fazer os testes e passei em todos”, recorda ele, que não se contentou em ser só mais um coadjuvante de Xuxa. “Saí para carreira solo pois sempre gostei de música e gostava de cantar ao vivo. Na Xuxa era sempre playback e eu queria ter liberdade para fazer a música que gostava”.

Sexo e drogas

Ainda artista, ele se envolveu com drogas e prostituição. “Experimentei maconha, mas nunca fui de fumar, e cocaína, que me deixava para baixo. Também me envolvi com prostituição. Não cheguei a gastar muito dinheiro, mas tive muitas relações fora do casamento. Só consegui sair dessas práticas após a entrega real e radical que tive em seguir Jesus”.

Para o pastor, voltar aos palcos está fora de cogitação, nem mesmo para um especial ao lado dos ex-colegas. “Ainda canto e tenho CD’s gravados que divulgo quando estou no Brasil. Isso ajuda no projeto, mas tenho que voltar porque as crianças e os discípulos precisam de mim lá. Se fosse para cantar algo da época (de Paquito), não toparia. Não canto e nem escuto mais nenhuma dessas músicas”.

Fonte: IG

 

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