Luiz Eduardo afirma que demora do PMDB provoca “vácuo” na sucessão

Para Luiz Eduardo, o PMDB precisa definir o seu candidato e as alianças políticas que serão feitas

Luiz Eduardo Carneiro foi secretário da gestão Rosalba Ciarlini até o ano passado. Foto: Divulgação
Luiz Eduardo Carneiro foi secretário da gestão Rosalba Ciarlini até o ano passado. Foto: Divulgação

Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

Ao analisar o processo sucessório estadual o ex-secretário do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, professor Luiz Eduardo Carneiro Costa, seguidor da orientação política do senador e ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, de quem foi auxiliar em várias oportunidades, entende que chegou o momento do Partido do Movimento Democrático Brasileiro ter uma candidatura própria, segundo ele, “não só identificada com as lideranças municipais, estaduais e nacionais mas, sobretudo, com a população”.

Para o ex-secretário, não se constrói nada sem uma conjunção de esforços entre todos os segmentos da sociedade, como político, econômico, religioso, trabalhadores, instituições profissionais, universidades e principalmente a juventude, que de acordo com o professor Luiz Eduardo, “foi a grande sacrificada no processo histórico”. Ainda dentro do mesmo raciocínio, Luiz Eduardo diz que o modelo brasileiro não permitiu o surgimento de novas lideranças fora das famílias tradicionais da política brasileira e em razão disso a juventude foi excluída desse processo de renovação, daí ela (a juventude), “está sem rumo”.

Segundo Luiz Eduardo, que é um dos históricos do PMDB o foi candidato a vice-prefeito de Natal na chapa com a deputada Fátima Bezerra, o partido está demorando na definição do candidato que disputará a eleição deste ano e isso está provocando um vácuo, ansiedade e insegurança entre militantes que desejam a vitória do PMDB e o bem do Rio Grande do Norte, mesmo com o partido dispondo de nomes bons e competitivos como é o caso do senador Garibaldi Filho, deputado Henrique Eduardo, empresário Fernando Bezerra e o deputado Walter Alves, todos cotados, mas ainda permanecendo a indefinição.

Para Luiz Eduardo, o PMDB precisa definir o seu candidato e as alianças políticas que serão feitas, principalmente por conta de prazos eleitorais a serem cumpridos e para por em prática a organização da campanha e a elaboração do programa de governo. “Quem dar o rumo da campanha são os candidatos e os partidos aliados, e partido nenhum sozinho, nem governa nem vence eleições”, observa o peemedebista.

RECONHECIMENTO AO TRABALHO

O professor Luiz Eduardo Carneiro Costa, que foi até pouco tempo o secretário do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social teve seu trabalho reconhecido recentemente pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome quando a ministra analisou a evolução do programa “Brasil sem Miséria” do Governo Federal e destacou o Rio Grande do Norte, sobretudo no período de 2012 a 2013 quando Luiz Eduardo era secretário e o Estado, através da Sethas foi o articulador de todos as políticas públicas requisitadas pelo ministério.

A ministra Tereza Campelo citou como referência positivas os programas de construção de cisternas, evolução do Bolsa Família em função da estruturação do cadastro e sua expansão, além do Crediamigo (o BNB e o BB precisavam incrementar parcerias para empréstimos a pequenos empreendedores).

Mostrando-se satisfeito pelo reconhecimento ao seu trabalho à frente da Sethas, Luiz Eduardo destaca que antes de deixar a secretaria foi convidado para apresentar a forma de gestão que estava sendo executada no Rio Grande do Norte durante um encontro nacional em Brasília. “Recebo a notícia do reconhecimento da ministra Tereza Campelo com satisfação porque mesmo com poucos recursos realizamos um bom trabalho”, ressaltou o ex-secretário.

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