Exame detecta chumbo nas mãos de Iranildo e delegado acredita ser ele o executor

O delegado afirma que tudo leva a crer que foi o tenente o executor do crime, mas que algumas provas ainda precisam ser levantadas

Lutador Luiz de França doi assassinado com sete tiros de pistola .40, no último dia 10. Foto: Reprodução/Facebook
Lutador Luiz de França doi assassinado com sete tiros de pistola .40, no último dia 10. Foto: Reprodução/Facebook

O exame residuográfico realizado pelo tenente da Polícia Militar, Iranildo Félix de Sousa, – acusado de matar o ex-lutador e professor de MMA, Luiz de França Trindade, 26 anos, quando saía de uma academia do conjunto Cidade Satélite, no dia 10 de fevereiro; detectou partículas de chumbo nas mãos do militar. A informação foi confirmada pelo delegado Silvio Fernando, titular da 11ª DP, que investiga o caso. O inquérito deve ser encaminhado a justiça até o dia 10 de março.

O delegado afirma que tudo leva a crer que foi o tenente o executor do crime, mas que algumas provas ainda precisam ser levantadas. “O resultado do exame residuográfico das mãos deu positivo, mas o da roupa deu negativo, até porque nós acreditamos que se ele realmente foi o executor, ele realizou o crime com um moletom verde e outra roupa por baixo. Nós ainda estamos ouvindo algumas pessoas, fazendo algumas diligências para fazer o indiciamento”, contou o titular da 11ª DP.

Tenente PM Iranildo é o principal suspeito da morte do lutador de MMA. Foto: Reprodução/Facebook
Tenente PM Iranildo é o principal suspeito da morte do lutador de MMA. Foto: Reprodução/Facebook

Contudo, peritos afirmam ser irrelevante o resultado negativo do exame residuográfico, uma vez que os próprios peritos reconhecem que estes exames,por si só, não podem ser considerados como uma prova técnica exclusiva e definitiva, ainda mais porque a existência de resíduos nas mãos do atirador depende de adoção de vários fatores peculiares que, inclusive, na maioria das vezes,não estão presentes e, por isso, é comum o resultado negativo nesse tipo de exame.

ENTENDA O EXAME

Na utilização de armas de fogo em episódios de crime, são produzidos vestígios de disparo, os quais são expelidos pela expansão gasosa oriunda da combustão da carga explosiva presente nos cartuchos que compõem a munição dessas armas. O chumbo presente nos vestígios de disparo pode ser proveniente do agente detonador da espoleta.

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A análise química de chumbo consistena coleta prévia de amostra das mãos do suspeito, mediante aplicação de tiras de fita adesiva do tipo esparadrapo nas mesmas e subseqüente imobilização dessas tiras em superfície de papel de filtro. As referidas tiras, ao serem borrifadas com solução acidificada de rodizonato de sódio, se apresentarem um espalhamento de pontos de coloração avermelhada, indicam resultado positivo para o disparo. Tal exame é conhecido como residuográfico.

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A linha de investigação da Polícia Civil, descartou a hipótese de que a namorada do tenente teria algum tipo de relacionamento com o professor e acredita na tese de que foi uma vingança. “Nós estamos seguindo a tese de que o professor de MMA teria desafiado o tenente para uma luta dentro da academia, já que o tenente sempre se queixava das aulas e queria uma luta mais forte, além disso, o tenente desacatou outros professores de artes marciais da academia, o que leva a acreditar que pode ter sido vingança”.

Quanto ao afastamento do militar por indicação médica, o delegado Silvio acredita que isso também será investigado. “Se ele tem problema psicológico ele pode ter surtado no momento do crime, mas isso também será devidamente investigado. O tenente tem uma tese forte de defesa na qual ele afirma não estar em outro local no momento do crime. Além disso, ele se propõe a fazer qualquer tipo de exame a se apresentar a qualquer hora que for marcado. Ele é até uma pessoa que está colaborando com o trabalho de investigação. E Se for comprovado pela Polícia que ele realmente cometeu o crime, ele é muito frio mesmo”.

Sobre o depoimento da namorada do tenente, a enfermeira Valéria Cortês, o delegado afirma que o resultado da perícia vai ser o grande desencadeador de outros indícios. “Ela não foi coagida, ela é uma pessoa preparada, dissimulada, inteligente, tanto ela quanto ele são pessoas muito tranquilas. Ela negou ter sofrido qualquer agressão e afirmou que foi uma queda. Estamos aguardando o laudo do hospital e também a pericia que foi feita nela, mesmo que com oito dias depois. Mesmo assim eu tenho a esperança de que como ela é uma pessoa branca, uma pessoa clara, as lesões não tenham saído do corpo ainda”, contou o delegado Silvio Fernando.

A 11ª delegacia de Polícia tem até o dia 10 de março para enviar o inquérito para a justiça. “Não vamos fazer uma coisa precipitada, vou usar até o último dia que tenho para fazer e dar uma resposta exata para a sociedade”.

“Para nós foi positivo”

A defesa do tenente Iranildo Félix, a advogada Brenda Martins, se pronunciou na manhã de hoje a respeito do resultado do exame residuográfico, o qual detectou partículas de chumbo nas mãos do militar. Para ela o resultado positivo para as mãos e negativo para as roupas e outras regiões do corpo “é natural”. “Para a defesa o laudo foi completamente favorável, uma vez que é natural um militar manusear armas”, explicou Brenda.

Sobre a informação de que Iranildo estaria proibido de utilizar armas, a advogada conta que desde o dia 28 de janeiro, o tenente estava autorizado para usar a sua própria. “Eu tenho aqui um documento que autoriza o Iranildo a usar arma desde o dia 28 de janeiro, ou seja, ele não estava proibido como a mídia vem divulgando”, completou.

Outros homicídios

Outros três homicídios chocaram a população nos últimos 30 dias. O primeiro homicídio registrado no dia 23 de janeiro na região vitimou João Maria Menezes, de 48 anos, morto a tiros, na avenida dos Xavantes em frente a uma padaria, além do crime contra James Dean de Lima Assunção, no dia 13 de janeiro, morto com 23 tiros de pistola, em frente a uma lanchonete de açaí; o delegado Silvio Fernando, acredita que esses crimes estão relacionados com o envolvimento das vítimas com outros crimes.“Como os dois tinham antecedentes criminais e eram ligados ao tráfico de entorpecentes, o acerto de contas é o principal motivo da morte, já quanto aos executores, isso fica difícil de desvendar”.

Quanto ao homicídio de Francisca Amara dos Santos Gomes, 31 anos, que estava grávida e foi morta no dia 25 de janeiro, na avenida das Algarobas, 3ª etapa do conjunto Cidade Satélite, o delegado afirma que a hipótese de latrocínio já foi descartada. “Esse está sendo o crime mais difícil de resolver, pois nós não conseguimos encontrar qualquer suspeito. A hipótese de que ela teria sido assaltada já foi descartada, já que nenhum pertence da vítima foi levado”.

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    • Matt Faria

      Caralho… Só merda nesse Brasil…Porra Dilma, o Brasil está se acabando em violência…que que vc me diz a respeito?