Executivo que transformou a Louis Vuitton morre aos 66 anos

Yves Carcelle dirigiu a empresa por 22 anos. Foi ele quem contratou Marc Jacobs como diretor artístico e transformou a marca em uma das mais poderosas do mundo

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Yves Carcelle, o executivo que transformou a Louis Vuitton na maior marca de luxo do mundo, morreu no último domingo (31/08) aos 66 anos. Carcelle lutava contra um câncer no rim desde o ano passado e faleceu em Paris.

Segundo a Bloomberg, o executivo dedicou grande parte de sua carreira a viajar pelo mundo procurando novas áreas que a Louis Vuitton poderia atuar. Chefiou a empresa em 1990, um ano após a criação da holding francesa LVMH – formada pela fusão das empresas Moët et Chandon, Hennessy e Louis Vuitton. Foi Carcelle quem contratou Marc Jacobs como diretor artístico em 1997 e expandiu a Louis Vuitton para além do mercado de bolsas – como a venda de joias finas.

Além disso, abriu lojas da marca em vários cantos do mundo: de Las Vegas à Mongolia. “Ele foi um viajante incansável, um pioneiro, que encarnou como ninguém os valores da Louis Vuitton”, afirmou Bernard Arnault, CEO e presidente da LVMH em comunicado oficial. “Sempre curioso, apaixonado. Ele foi um dos mais inspiradores líderes para homens e mulheres que eu tive o privilégio de conhecer”.

Carcelle desligou-se do dia a dia operacional da empresa em 2012 e tornou-se vice-presidente da Fundação Louis Vuitton – museu em Paris que será aberto em outubro e abrigará toda a coleção de arte do grupo LVMH.

Nascido em maio de 1948, Carcelle formou-se em Matemática na Escola Politécnica de Paris. Fez mestrado em gestão empresarial e começou sua carreira na Spontex, fabricante de produtos de limpeza. Trabalhou em laboratório farmacêuticos e outras empresas do setor de roupas até entrar na LVMH, em 1989, como diretor de estratégia. Foi presidente e CEO da Louis Vuitton de 1990 a 2012. Também foi membro de organizações de luxo na França.

 

 

Fonte: Revista Época

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