Fábio Faria cria emenda contra aumento nas despesas de estados e municípios

O deputado defende o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feito pela União

Deputado Federal Fabio Faria. Foto:Divulgação
Deputado Federal Fabio Faria. Foto:Divulgação

O deputado federal Fábio Faria (PSD/RN) apresentou uma emenda a Medida Provisória 631/13, que estabelece novas regras para a transferência de recursos aos estados e municípios atingidos por efeitos de fenômenos naturais. A matéria permite o acesso aos recursos com mais rapidez, entretanto, ao analisar o texto, o segundo vice- presidente da Câmara dos Deputados observou que a redação da proposta dava margem para que estados e municípios fossem cobrados por obras de responsabilidade da União.

“O texto original coloca sob a responsabilidade dos governadores e prefeitos concluir as obras iniciadas com recursos da União, sem ressalva de que essa obrigação está ligada ao repasse financeiro conforme o cronograma acordado. Não podemos colocar mais esse peso nos municípios brasileiros. Não é justo, por exemplo, que a União faça o repasse da primeira parcela, atrasando os demais e o restante da obra seja assumido pela cidade beneficiada. Esta emenda é para deixar claro o papel de cada ente federado e evitar mais uma vez que a conta seja cobrada dos municípios, a parte mais sobrecarregada da Federação”, esclareceu o deputado ao defender a mudança no texto da Medida Provisória.

Fábio Faria tem se apresentado no Plenário da Câmara como um grande defensor das causas municipalistas. Foi autor da proposta que promoveu a Comissão Geral “SOS Municípios”, em novembro último, e tem participado ativamente de todas as discussões que busquem soluções para a grave crise financeira enfrentada pelas prefeituras em todo o país. Mais de 500 prefeitos acompanharam o debate no Plenário Ulysses Guimarães.

O deputado defende o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feito pela União. Na Câmara dos Deputados, está em análise a Proposta de Emenda à Constituição (261/13) e no Senado a PEC 39/13, que estabelecem o aumento de 1% do repasse, ou seja, cerca de 6,2 bilhão a mais por ano.

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