Fabricante de cisternas diz que polietileno suporta calor do NE

A Acqualimp, ganhadora da licitação federal para fornecimento de cisternas de polietileno, a respeito de matéria veiculada no JH sobre…

A Acqualimp, ganhadora da licitação federal para fornecimento de cisternas de polietileno, a respeito de matéria veiculada no JH sobre reclamações de que o equipamento não teria durabilidade ao calor do semiárido, enviou nesta sexta-feira, por meio de sua assessoria em São Paulo, a seguinte resposta que reproduzimos na íntegra:

“A Acqualimp entregou até agora ao governo federal mais de 60 mil cisternas, sendo que grande parte deste total já foi instalada e apenas 134 delas (0,002%), referentes ao primeiro lote, demandaram substituição por motivos diversos. Em nenhum dos casos houve rachaduras ou vazamentos que comprometessem a função do reservatório, que é acumular água da chuva para o consumo adequado dos beneficiados. Assim que a empresa detectou a questão, rapidamente realizou uma análise profunda dos diferentes tipos de esforços não previstos e, a partir daí, aplicou pequenas mudanças na parte superior do reservatório para que o equipamento ficasse mais resistente para logística, manuseio e instalação nas condições severas do semiárido, o que inclui longas distâncias para o transporte, estradas de terra, condições precárias de carga e descarga etc.

A Acqualimp esclarece que a reportagem do G1 sobre Caraúbas (citada na reportagem do JH) foi realizada antes da chegada das cisternas de polietileno ao Rio Grande do Norte.

As cisternas de polietileno servem para o armazenamento de água das chuvas, captada por meio de calhas, e armazenam até 16 mil litros. O material – plástico polietileno – é o mesmo de 80% das caixas d’água utilizadas no Brasil em virtude da sua durabilidade, segurança e garantia de qualidade.

Não procede a informação de que as cisternas de polietileno não resistem ao calor do semiárido nordestino. A resina utilizada somente pode fundir a uma temperatura de 120ºC, sendo que na região a temperatura máxima pode oscilar em torno de 50ºC em um período extremamente severo.

Os reservatórios são utilizados no exterior há décadas, em países como Austrália, México e Indonésia, incluindo localidades com temperaturas mais altas que a nordestina. Neste período, foi atestada durabilidade superior a 20 anos. No Brasil, vale destacar que a tecnologia foi introduzida em dezembro de 2011, portanto, não há fundamento que comprove que a cisterna dura apenas 3 anos no semiárido.

O preço do produto reflete a relação custo benefício do produto. As cisternas de polietileno oferecem uma tecnologia que impede vazamentos ou contaminação da água, garantindo benefícios efetivos para a saúde da população atendida. “Além disso, as cisternas de polietileno são de fácil uso, com baixíssima manutenção e com uma vida útil de cerca de 20 anos, ofertando excelente relação custo benefício.”

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