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Falta de estacionamento inspira “For All” Shopping

Data: 07 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Marcelo Hollanda

Com previsão de entrega para o mesmo mês da Copa de 2014, em junho, o primeiro shopping de Parnamirim, nasceu do exercício mais elementar do comércio – a observação. Com uma enxuta Área Bruta Locável (ABL) de 1.890 m² a ser construído dentro de um terreno de pouco mais de três mil m² na BR 101, na altura da fábrica da Selvagem, seu idealizador procurou atender uma das grandes carências do comércio local – a falta de estacionamento.

No caso do For All Shopping, o primeiro centro de compras de expressão lançado na cidade que já superou a casa dos 200 mil habitantes, a primeira providência foi garantir um espaço para 170 veículos em duas áreas distintas, sem falar em um terceiro espaço exclusivamente de lojistas.

Depois de penar por dois anos para licenciar o projeto, finalmente o empresário Jorian Alves de Morais, um construtor de obras públicas, ingressará no segmento varejista como dono de Shopping Center. “Um shopping de bairro, é verdade, mas que já está atraindo o interesse de marcas conhecidas para os maiores espaços disponíveis no projeto, que chegam até 600 metros de loja”, afirma.

O For All (Para Todos) será lançado oficialmente durante o 12º Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, que acontece entre os dias 13 e 17 de março, no Centro de Convenções de Natal no estande da JAM Empreendimentos, propriedade de Jorian.

Com o terreno na mão há alguns anos e observando o crescimento urbano de Parnamirim na última década, Jorian, que é engenheiro civil, constituiu um fundo e formatou o projeto que hoje integra o material com o qual ele vende o seu empreendimento para lojistas âncoras. Embora não possa revelar os interessados, ele garante que se surpreendeu com o interesse quase instantâneo provocado no varejo.

E um dos cuidados justamente foi garantir que não faltasse espaço para os carros de ninguém. Na área subterrânea, as 70 vagas planejadas serão ampliadas às oferecidas por outras 100 vagas situadas num terreno lateral que ele pretende adquirir ou alugar. Uma terceira área seria aberta exclusivamente para quem trabalhará no shopping.

Arquitetonicamente, o novo shopping não terá novidades. Com três pavimentos, contando o subsolo, o segundo será de lojas, enquanto o terraço reservado para restaurantes fechados, quiosques de alimentação e academia ginástica. E o público-alvo, honrando o nome do empreendimento, englobará todas as classes, “de A à D”.

“As lojas serão implantadas com base em uma pesquisa de mercado, com escolha das grifes, produtos e serviços que atendam melhor à população”, diz Jorian, que investirá R$ 10 milhões tomados junto ao Banco do Nordeste. “Como se trata de um empreendimento com poucas unidade nos permitiremos ao luxo de escolher”, avisa.

Do terraço será possível avistar o aeroporto Augusto Severo e o projeto ali obedecerá a uma tendência nos grandes shoppings de mesclar ambientes abertos e fechados. Jorian calcula que 340 empregos diretos serão absorvidos pelo empreendimento assim que todos as lojas estejam funcionando.

Ao longo dos cinco dias de realização do 12º Salão Imobiliário, Morais acredita que o seu empreendimento atrairá a atenção de novos investidores. Para o empresário, as perspectivas de mercado são excelentes, principalmente sob o ponto de vista dos futuros investidores, que têm agora a oportunidade de apostar em um segmento promissor na terceira maior cidade do estado.

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