Família garante ter encontrado camisinha com esperma em caixa de leite

Após consumirem a bebida láctea, vítimas apresentaram ferimentos nas bocas

bs9iqmrli4u89frdtw21btytr

Uma família da região do Barreiro, em Belo Horizonte, teve uma surpresa desagradável ao saber que, há mais de 15 dias, estava tomando um leite que supostamente estaria contaminado. O caso foi descoberto nesse domingo (22) após uma das vítimas abrir a caixa do produto e afirmar ter encontrado um preservativo com esperma.

De acordo com a artesã Dilma Marinho, de 49 anos, nesse fim de semana, a irmã resolveu reutilizar a caixa o leite da marca Quatá para plantar uma muda. Ao cortar a embalagem, a dona de casa se assustou.

“Minha irmã encontrou uma camisinha aberta com resto de esperma. Jamais imaginamos que isso poderia acontecer”, explicou Dilma.

Ainda na versão da consumidora, a família abriu outras três caixas e também encontrou preservativos. A embalagem de leite, com 12 caixas, foi comprada no último dia 4. “Estava em promoção e pagamos R$ 1,98 por cada caixinha. Passamos mal depois de alguns dias, mas nunca pensamos que seria por causa do leite”, explicou a mulher.

A artesã contou que ela, a irmã e o sobrinho ficaram com as bocas feridas e o jovem também teve diarreia. No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, os denunciantes também alegaram que tiveram sangramento nas bocas.

Dilma disse que tentou entrar em contato com a empresa durante o fim de semana, mas não conseguiu contato pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). A caixa de leite que estava com o preservativo usado foi recolhida pela Polícia Civil.

Nesta segunda-feira (23), a família conseguiu falar com o serviço. “Eles ficaram de vir até minha casa recolher as outras caixas produto e ofereceram auxílio no atendimento médico, mas queremos saber o que realmente aconteceu”, disse a vítima.

Dilma não descarta entrar na Justiça contra a empresa.

Resposta

Em resposta à reportagem de O TEMPO, a empresa Nova Mix, que fabrica o leite Quatá, encaminhou uma nota à imprensa afirmando que a denúncia é inverídica.

“Obviamente que tal queixa não pode ser reconhecida como verídica, posto que a produção do leite longa vida é totalmente automatizada, sendo que durante o processo de fabricação do produto em questão, o leite passa pelo equipamento de esterilização, onde são eliminados todos os micro-organismos capazes de provocar a deterioração/contaminação do mesmo, através do aquecimento do leite a 144°C e posterior resfriamento”, afirma a nota.

“Ainda dentro do próprio equipamento de esterilização existe o homogeneizador que é destinado à quebra dos glóbulos de gordura do leite, onde o produto é forçado a passar por uma abertura de 0,1 mm, a uma pressão de aproximadamente 200 Bar. Importante salientar, que todo o processo referido é fechado, de modo que, depois do produto entrar no sistema de esterilização, não há mais contato com o ambiente externo. Após este processo, o produto segue para a máquina de envase onde é envasado em embalagens multicamadas tipo “Longa Vida”, que são previamente esterilizadas”, continua o texto divulgado.

Ainda conforme o documento enviado pela empresa, após este processo, as embalagens entram em uma câmara de enchimento asséptica, mantida sob pressão positiva e sem nenhum contato com o ambiente externo, e ainda passa por um sistema de válvulas e bicos dosadores, que também servem como filtros, onde partículas maiores que 0,5 cm são completamente retidas, impossibilitando qualquer contaminação do produto.

“Afirmamos ser impossível tal alegação da consumidora ter ocorrido no processo produtivo, portanto, a presença de objetos estranhos conforme relatado na presente reclamação, não pode ser proveniente do produto em questão, assim, estamos considerando a ocorrência de FRAUDE e estamos tomando as providências legais junto as autoridades para o esclarecimento dos fatos e a identificação dos responsáveis”, garantiu a Nova Mix.

Por fim a resposta da empresa destaca que esse tipo de queixa de consumidor, em sua imensa maioria, são infundadas e visam na maioria das vezes prejudicar uma marca. “No caso presente, chama a atenção pelas poucas fotos divulgadas, que a consumidora ‘recortou completamente a parte superior da caixa’, pois segundo suas alegações, pretendia reutilizá-la para plantas. Obviamente que qualquer objeto poderia ter sido jogado em seu interior, posteriormente à sua abertura (recorte da tampa)”, acrescenta a nota, assinada pelo advogado da empresa, Paulo Marcio Muller Martin.

 

Fonte: iG

Compartilhar:
    Publicidade