Farra das pesquisas – Danilo Sá

A Justiça Eleitoral já proibiu showmícios, distribuição de brindes, limitou o gastos nas campanhas, reduziu o tempo de propaganda na…

A Justiça Eleitoral já proibiu showmícios, distribuição de brindes, limitou o gastos nas campanhas, reduziu o tempo de propaganda na TV, entre tantas outras mudanças impostas nos últimos anos. Mas, quase nada foi feito em relação a farra das pesquisas publicadas no período político.

Hoje, o eleitor praticamente já se acostumou com os mais diferentes resultados a cada nova publicação dos institutos existentes no país. O motivo para tamanha variação de resultados é sempre o mesmo: “cada empresa tem o seu modo de trabalhar e a sua metodologia”. Ora, e porque não se define uma única forma de se pesquisar?

Nitidamente as pesquisas continuam sendo utilizadas como peças publicitárias, muitas patrocinadas pelos próprios candidatos, sejam no Rio Grande do Norte ou fora dele. No entanto, a Justiça, tão atenta a detalhes pequenos da campanha eleitoral, nada faz em relação a algo que é tão propagado nos jornais e TVs.

É preciso que as empresas de pesquisas tenham, sim, algum tipo de regulamentação, para que o eleitor possa, minimamente, ter alguma confiança em seus resultados. Não dá mais para achar comum um determinado levantamento apontar a vitória deste e outro dizer que o outro é quem está na frente.

Por aqui, os exemplos de erros crassos causados por institutos são vários. O mais recente envolveu o deputado estadual Fernando Mineiro na campanha para prefeito de 2012. O petista jamais foi apontado sequer próximo de Hermano Morais, segundo colocado na disputa. No entanto, não ultrapassou o adversário por míseros 1%.

Como não há mais o que fazer, o eleitor terá que se acostumar, novamente, a receber uma enxurrada de números distintos até o término do atual processo político. Mas, para 2016, já terá passado da hora do Tribunal Superior Eleitoral comprar a briga e determinar um funcionamento único para as empresas de pesquisas. Só não pode é continuar na farra que está.

 

LUTA POR APOIOS

A campanha eleitoral já se aproxima de sua metade e, nos bastidores, a disputa continua sendo pra saber qual candidato recebe mais apoio de prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Ora, exemplos são muitos de que alianças não ganham disputas sozinhas. Mas, em 2014, parece que os principais protagonistas da urna potiguar se esqueceram de passados recentes.

EXEMPLOS

A campanha mais simbólica de todas em relação a vitória de uma candidata quase sem apoios foi a da ex-prefeita Micarla de Sousa. Na época, apenas com a parceria do senador José Agripino, a então deputada enfrentou Fátima Bezerra, que tinha ao lado o prefeito Carlos Eduardo, a governadora Wilma de Faria, Henrique Alves, Garibaldi Filho, etc.

ERRO ESTRATÉGICO

Neste caso, diante da dificuldades de atrair apoios, até pelo poderio econômico e político de Henrique Alves, já passou da hora de Robinson Faria e seu palanque partir para a conquista dos votos livres, aqueles que rejeitarão o peemedebista por seu histórico político nada agradável. Continuar insistindo em uma disputa midiática entre quem tem mais apoios, é um tiro no pé para o grupo do vice-governador.

NÚMEROS PARA TODOS

Em tempo: a deputada federal Fátima Bezerra tem dito entre quatro paredes, para aliados e formadores de opinião, que possui pesquisas internas onde aparece na frente da ex-governadora Wilma de Faria, na corrida pelo Senado. Mas, por enquanto, nos levantamentos publicados, a petista aparece derrotada em todos.

GIRA MUNDO

Está no Uol. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou nesta sexta-feira (8) que o surto de ebola na África Ocidental é uma emergência de saúde pública internacional, que exige uma resposta extraordinária para ser contido. O atual surto de ebola – o maior e mais longo da história – começou na Guiné em março e desde então se espalhou para a Serra Leoa e Libéria. De fevereiro a agosto, a doença matou quase mil pessoas nos três países e na Nigéria, aonde o vírus chegou mais recentemente, segundo a organização.

NEGÓCIOS

Graças a parcerias firmadas com empresas com a Samsung, LG, Lenovo, CCE, HP, Dell, entre outras, as lojas Nagem em Natal e em outras capitais do Nordeste estão disponibilizando uma grande variedades de produtos para alavancar as vendas referentes à comemoração do Dia dos Pais. A expectativa é de que ocorram vendas superiores em 8%, em relação a 2013.

CRISE

Por falar no Dia dos Pais, lamentável a estimativa do comércio potiguar em relação a esta que é uma das melhores datas para os lojistas do Estado. A expectativa é que, com a crise atual da economia, o medo do retorno da inflação e os altos juros, os filhos comprem simples lembrancinhas para seus pais. Que dias melhores venham pelos próximos anos.

NO AGUARDO

Aos poucos a campanha eleitoral começa a esquentar pelo interior do Estado. Já são muitos os municípios pintados pelas cores de cada candidato. Em Natal, por enquanto, a disputa continua fria. São poucos os veículos com propagandas políticas e muita gente sem saber até mesmo que o período eleitoral já começou. Todos à espera da TV.

PERIGO

Os crimes continuam acontecendo por toda a cidade e a Secretaria de Segurança continua totalmente ineficiente. Não dá mais para esperar. O RN corre o risco de enfrentar uma grave tragédia a qualquer momento. Pior, é o total silêncio da governadora Rosalba Ciarlini sobre o caos instalado no Estado. A população se sente abandonada em meio aos marginais que dominam as ruas.

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