Fátima Bezerra: “Marina não é ameaça à reeleição de Dilma”

Candidata acredita que fase de comoção passará e Marina cairá nas pesquisas

Fátima Bezerra continua otimista em relação ao futuro politico da presidente Dilma Rousseff, apesar da subida de Marina. Foto: Wellington Rocha
Fátima Bezerra continua otimista em relação ao futuro politico da presidente Dilma Rousseff, apesar da subida de Marina. Foto: Wellington Rocha

Alex Viana

Repórter de Política

 

Mesmo hoje perdendo em sondagens de segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) irá vencer essas eleições e a candidata do PSB, Marina Silva, não ameaça este projeto. Essa é a opinião da deputada federal Fátima Bezerra (PT), em entrevista ao Jornal de Hoje. “Não vejo que Marina seja ameaça à reeleição de Dilma”, afirma a petista, que disputa a única vaga aberta ao Rio Grande do Norte nas eleições deste ano para o Senado.

A principal adversária de Fátima, a vice-prefeita de Natal e correligionária de Marina Silva, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), pensa diferente. Em entrevista a este vespertino, publicada na quarta-feira, Wilma disse que Marina Silva cresce e crescerá ainda mais na presente campanha eleitoral. Já Fátima, como boa petista, discorda: “Eu acredito no crescimento cada vez maior da candidatura da presidenta Dilma Rousseff”, afirma.

Quanto aos efeitos do crescimento da campanha de Marina Silva no Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra afirma que é a presidenta Dilma que tem, de longe, os maiores índices da preferência do eleitorado, segundo todas as pesquisas divulgadas até agora. “Além disso, confiamos no crescimento ainda maior da campanha da presidenta no nosso estado e, por consequência, no crescimento cada vez maior da campanha de Fátima senadora e Robinson governador”, afirmou a petista.

Além de acreditar no crescimento “cada vez maior” da candidatura da presidenta Dilma Rousseff, Fátima afirma que o país vai optar por continuar avançando com responsabilidade e seriedade. “O país não quer retroceder em nenhum aspecto, seja no que diz respeito aos avanços sociais, seja no desenvolvimento econômico, seja no aspecto da posição do Brasil perante o mundo. Hoje somos um país de respeito também na comunidade mundial, o que não acontecia antes. São muitos avanços e tenho certeza de que os brasileiros vão manter esta realidade”, diz ela.

Ao justificar que Marina não é ameaça à reeleição de Dilma, a candidata do PT ao Senado diz que, passada a fase de comoção em função da morte prematura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, o Brasil terá um parâmetro mais real do cenário quanto à eleição presidencial. “As pessoas têm consciência do que representou os últimos 12 anos de avanços para o nosso país. Lula e Dilma mudaram a perspectiva do Brasil para melhor, do pobre ao rico. A população do nosso país se acostumou a viver uma nova realidade – de otimismo e realizações. Tenho certeza que não vai arriscar e viver nenhuma aventura”.

“Confiamos no crescimento maior de Fátima e Robinson”

Em entrevista ao Jornal de Hoje, Fátima afirmou acreditar no crescimento maior da campanha dela ao Senado, e do vice-governador Robinson Faria ao governo do Estado “Confiamos no crescimento ainda maior da campanha da presidenta no nosso estado e, por consequência, no crescimento cada vez maior da campanha de Fátima senadora e Robinson governador”, declarou a petista.

Contando com o apoio da presidenta Dilma Rousseff à candidatura dela e de Robinson, Fátima destacou pontos importantes do governo do PT, que não podem ser negligenciados pelo eleitor na hora de avaliar em quem vai votar. Entre esses pontos, a petista cita que a presidente respondeu à crise institucional pela primeira vez sem desempregar, sem arrochar salários e ainda reduziu impostos.

“Além disso, nunca houve uma queda tão grande na desigualdade no nosso país. Um sistema de proteção social que superou a extrema pobreza. São mais 10 anos de transformação. E isso não é tudo. Um governo que não fala fino com os Estados Unidos e nem fala grosso com a Bolívia, portanto, um país com independência e hoje importante no cenário mundial”, disse.

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